STF nega liminar para anular gravações de Demóstenes

Advogado de defesa havia argumentado que senador só poderia ser investigado pelo Supremo por ter foro privilegiado

AE |

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski negou o pedido de liminar feito pela defesa do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) para que julgasse nulas todas as gravações feitas pela Polícia Federal.

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As escutas mostravam conversas entre o senador e o contraventor Carlinhos Cachoeira, acusado de comandar um esquema de jogo ilegal. A decisão ainda não foi divulgada.

A reclamação foi protocolada na terça-feira pelo advogado de Demóstenes, Antonio Carlos de Almeida Castro. No pedido, ele argumenta que a competência do Supremo foi usurpada, pois Demóstenes Torres só poderia ser investigado pelo STF por ter foro privilegiado.

A investigação em que foram autorizadas as escutas telefônicas das ligações feitas por Cachoeira estava sob os cuidados da Justiça Federal de primeira instância. Com a decisão de Lewandowski, a investigação contra Demóstenes continua.

Conselho de Ética: Após cinco desistências, petista aceita ser relator do caso Demóstenes

Demóstenes Torres é acusado de fazer tráfico de influência para favorecer Carlinhos Cachoeira, que foi preso pela Polícia Federal em fevereiro, com a deflagração da Operação Monte Carlo.

Lewandowski, que é relator do processo, também pediu informações sobre o caso aos juizes da 11ª Vara da Justiça Federal - Seção Judiciária do Estado de Goiás -, e da Vara Única da Subseção Judiciária de Anápolis, que autorizaram as escutas telefônicas. O ministro determinou ainda que os autos do processo sejam encaminhados à Procuradoria-Geral da República.

Na semana passada, o STF autorizou a abertura de inquérito para investigar a participação de Demóstenes Torres no esquema de Carlinhos Cachoeira. Lewandowski determinou a quebra do sigilo bancário do senador e pediu levantamento das emendas parlamentares apresentadas pelo político goiano.

Na quinta-feira, Demóstenes compareceu ao Senado, surpreendendo os colegas , e participou da reunião do Conselho de Ética, encarregada de apontar um relator para investigar o processo de quebra de decoro parlamentar aberto contra el

Ele criticou a escolha do presidente do Conselho de Ética, Antônio Carlos Valadares, alçado ao cargo por ser o mais velho. Demóstenes também garantiu que vai se defender das acusações e provar sua inocência. Notificado na quarta, Demóstenes tem dez dias úteis para apresentar a defesa prévia.

Com Agência Estado e Agência Brasil

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