Sonho da Presidência está 'adormecido', afirma Serra

Em entrevista para falar sobre entrada na eleição em São Paulo, tucano afirmou que cumprirá mandato até o fim se for eleito

Nara Alves e Bruna Carvalho, iG São Paulo |

Agora colocado oficialmente como pré-candidato à prefeitura paulistana, o ex-governador José Serra afirmou nesta terça-feira que permanecerá no cargo até o fim do mandato, caso consiga se eleger em outubro. Em entrevista coletiva, o tucano disse que sua pré-candidatura é uma questão de "necessidade" e de "gosto". “Até 2016, está adormecido”, afirmou, ao se referir ao sonho de disputar mais uma vez o Palácio do Planalto. "Ser candidato agora implica em não ser candidato em 2014", completou.

Polarização: 'Paulistano quer que prefeito cumpra mandato', afirma Haddad

AE
Serra concedeu coletiva para falar sobre entrada na disputa; no fundo do auditório, banners da campanha passada traziam a mensagem "Serra 45, presidente do Brasil'
A declaração de Serra ocorre no mesmo dia em que seu rival petista na disputa, o ex-ministro da Educação Fernando Haddad,  afirmou que o paulistano quer que um prefeito cumpra seu mandato até o fim . Em 2006, Serra deixou a administração municipal após pouco menos de dois anos, para concorrer ao governo do Estado. A saída ocorreu apesar de o tucano ter prometido, durante a campanha de 2004, que permaneceria no posto.

Enquanto o tucano falava ao microfone, banners da campanha de 2010 estampavam o salão escolhido para a coletiva. Nas imagens, ele aparece sorridente, ao lado do slogan "Serra 45, presidente do Brasil".

Na entrevista, Serra não descartou concorrer à Presidência em 2018, mas ressaltou que ainda é cedo para falar sobre o assunto. “A vida é muito movimentada. Não dá para saber”, afirmou. Ele também evitou comentar declarações do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que nesta semana manteve o nome do ex-governador no páreo para a corrida de 2014. “Não dá para eu ficar comentando entrevista, ainda mais do Fernando Henrique, que dá muitas entrevistas aqui e lá fora”, disse o tucano. 

Embora tenha descartado concorrer em 2014, Serra evitou dar como natural a candidatura do senador Aécio Neves (PSDB-MG). Segundo ele, há outros nomes na legenda, como Marconi Perillo, Aloysio Nunes, e o próprio governador Geraldo Alckmin, que perdeu no pleito de 2006. "Isso ( a candidatura à Presidência ) no PSDB tem que ser uma conquista, mas Aécio é um dos nomes."

Kassab

Serra admitiu que o apoio do atual prefeito Gilberto Kassab à chapa que vai encabeçar na corrida paulistana pesou em sua decisão de se lançar candidato. O endosso, entretanto, não foi o fiel da balança, segundo o ex-governador.

Questionado se acredita que a avaliação ruim da gestão do prefeito nas pesquisas pode prejudicá-lo, o tucano afirmou que Kassab não é o candidato. "Ele ia com o PT até", disse, em referência às conversas ocorridas entre PSD do prefeito e o PT para um eventual apoio ao candidato Fernando Haddad (PT), antes de Serra entrar na campanha.

Serra disse acreditar que a disputa deste ano será difícil, embora esteja convencido de que vai ganhar. “Vamos ter adversários que eu respeito, dos quais discordo, mas que respeito. Não acho que vai ser sopa não”, disse o ex-governador.

Ontem, o PSDB decidiu adiar as prévias marcadas originalmente para o próximo dia 4, para que Serra articule sua participação no pleito interno. A ideia inicial era jogar a disputa interna para 11 de março, mas, segundo tucanos, a data acabou sendo empurrada para o dia 25, a pedido do ex-governador. Serra negou que tenha demandado o adiamento. 

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