Serra sugere 11º mandamento: "tucano não fala mal de tucano"

Em meio à disputa pela presidência do PSDB, Serra se reúne com bancada na Câmara e almoça com senadores em Brasília

Adriano Ceolin, iG Brasília |

O candidato derrotado à presidência José Serra está hoje em Brasília para uma maratona de conversas com o PSDB. Depois de participar, nesta manhã, da homenagem ao senador Eliseu Resende (DEM-MG), morto no último dia 2 de fevereiro, Serra participou de reunião a bancada do partido na Câmara.

nullEm uma indireta aos colegas de partido, Serra defendeu a criação de um 11º mandamento: "tucano não fala mal de tucano". A pedido dele, a reunião aconteceu a portas abertas. No encerramento, ele reforçou a ideia de que o partido precisa se unir. "Não atacarás o companheiro de partido para não servires ao adversário".

Após a reunião, em entrevista coletiva, Serra explicou a frase. "É importante que a gente seja uma bancada vibrante, unida neste lugar. É normal disputa de cargo, disputa política, questões pessoais. Agora o importante é que haja unidade. Para quem segue os 10 mandamentos, nós deveríamos ter um 11º. Tucano não fala mal de tucano, porque isso é servir o adversário"

Ele disse, ainda, que o PSDB tem o dever de fazer oposição. "Aqui não é um jogo de tudo ou nada. Perdeu a eleição, quem ganha leva tudo. Não leva, não. Porque as pessoas continuam e querem se fazer representadas". Serra se colocou à disposição para "ajudar" e para "servir ao Brasil e ao partido".

À tarde, Serra almoça com senadores do partido. O senador mineiro Aécio Neves confirmou sua presença no encontro. O ex-governador de Minas chegou a cancelar um almoço com jornalistas do Correio Braziliense que havia marcado para poder comparecer ao evento e evitar constrangimento.

Sem cargo público, o ex-candidato aproveita a passagem pela capital federal para defender sua proposta de campanha de um salário mínimo de R$ 600. Ontem, o senador Itamar Franco (MG) sugeriu que Serra fosse convidado para falar na Casa sobre o assunto.

Embora Serra não tenha manifestado publicamente seu interesse em presidir o partido, o tucano tem deixado correr a articulação em torno do seu nome para a disputa do cargo. Em janeiro, a elaboração de um abaixo-assinado na bancada tucana na Câmara em favor da manutenção de Guerra à frente da sigla causou mal-estar entre Serra e Guerra .

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