Serra recebe apoio da bancada tucana na Assembleia de SP

Dos 22 deputados, 19 foram ao ato formalizar o apoio ao pré-candidato, que caracterizou encontro como 'reunião de amigos'

Bruna Carvalho, iG São Paulo |

O pré-candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo José Serra visitou na tarde desta quinta-feira a Assembleia Legislativa de São Paulo. Em campanha pela indicação do partido para as eleições de outubro deste ano, Serra conversou com lideranças tucanas na Casa e recebeu o apoio da bancada da sigla.

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AE
José Serra (PSDB) se reúne com bancada tucana na Assembleia Legislativa de São Paulo

Durante a visita de Serra, a bancada tucana manifestou seu apoio à candidatura do ex-governador paulista à sucessão do prefeito Gilberto Kassab (PSD). O líder do PSDB na Assembleia, deputado Orlando Morando, justificou o apoio ao ex-governador por sua "história", "experiência" e "trajetória".

"No nosso entendimento, o fato de José Serra colocar seu nome à Prefeitura de São Paulo engrandece, enaltece, ajuda, fortalece e cria uma sinergia que infelizmente não existia no partido", afirmou Morando. "Ele traz um novo ânimo ao que estava estagnado", acrescentou. Morando também disse que 21 dos 22 deputados da bancada declararam seu apoio a Serra.

A exceção é o deputado Pedro Tobias, que embora tenha estado presente na reunião preferiu se abster por ser presidente estadual da sigla. Outros dois pré-candidatos disputarão as prévias do PSDB, adiadas para o dia 25 de março: o secretário José Aníbal (Energia) e o deputado federal Ricardo Trípoli.

De acordo com Orlando Morando, a bancada acha desnecessária a realização das prévias, mas apoia o processo já que o próprio Serra quis participar. “Se ele estivesse contestando as prévias, nós continuaríamos com a nossa posição”, afirmou o líder. No último dia 15 de fevereiro, a bancada tucana divulgou uma nota em apoio a Serra em que considerava desnecessária a realização do pleito interno.

A nota criou, na época, polêmica na sigla, uma vez que alguns membros da bancada estadual alegaram não terem sido consultados sobre a divulgação do manifesto. "Se o nome (de Serra) viesse antes, nós nem discutiríamos as prévias." O deputado foi questionado se acredita que o processo interno pode ser suspenso antes da sua realização. "Nós não queremos desqualificar os outros postulantes, mas tudo é possível", respondeu.

Caracterizando o encontro como uma "reunião de amigos", Serra afirmou que se encontrará com os seus apoiadores na Câmara Municipal para fortalecer sua posição como pré-candidato. O tucano também disse que o partido trabalhará como um time e apontou que Morando, Bruno Covas e Andrea Matarazzo - os dois últimos pré-candidatos que abriram mão de concorrer por Serra - poderão ter um papel na campanha.

Desistências:
- Ao se retirar de prévias por Serra, Matarazzo ataca PT
-
Bruno Covas desiste de pré-candidatura à prefeitura

Dos deputados da sigla presentes na reunião, ficaram ausentes três: o deputado Welson Gasparini, que passava por uma endoscopia em Ribeirão Preto, Geraldo Vinholi e Marcos Zerbini, que já tinham uma viagem marcada para a data. Segundo Morando, os três, apesar de não terem comparecido ao encontro, reafirmaram "o compromisso com José Serra".

Na quarta-feira, o pré-candidato tucano concedeu uma coletiva na qual afirmou que permanecerá no cargo de prefeito até o fim do mandato caso seja eleito . Ele acrescentou que sua pré-candidatura é uma questão de "necessidade" e de "gosto". “Até 2016, está adormecido”, afirmou, ao se referir ao sonho de disputar mais uma vez o Palácio do Planalto. "Ser candidato agora implica em não ser candidato em 2014", completou.

Diversos prováveis rivais do tucano atacaram sua decisão em disputar a Prefeitura de São Paulo desde que o anúncio oficial foi feito, na segunda-feira. Gabriel Chalita, pré-candidato de PMDB, disse que Serra quer concorrer ao "terceiro turno da eleição presidencial" ao entrar na corrida municipal. "Ele deixou claro muitas vezes que não quer ser prefeito, quer ser presidente da República", disse.

Fernando Haddad, o pré-candidato do PT, também alfinetou Serra ao afirmar que "paulistano quer candidato que cumpra seu mandato" . Em 2006, Serra deixou a administração municipal após pouco menos de dois anos, para concorrer ao governo do Estado. A saída ocorreu apesar de o tucano ter prometido, durante a campanha de 2004, que permaneceria no posto.

Com Agência Estado

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