Serra diz que Lula faz campanha para 2014 e deixa herança adversa

Tucano teve reunião em Brasília com integrantes da bancada da oposicionista do Senado e da Câmara

Adriano Ceolin, iG Brasília |

Candidato derrotado à Presidência da República pelo PSDB, o ex-governador paulista José Serra afirmou nesta quarta-feira que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva “está deixando uma herança bastante adversa para o próximo governo”. Ele evitou opinar sobre a formação do ministério da presidenta eleita Dilma Rousseff (PT).

nullSerra esteve em Brasília, onde se reuniu com integrantes da bancada do Senado e da Câmara. O tucano também rebateu às críticas feitas por Lula em entrevista a um grupo “blogueiros progressistas”. Segundo o presidente, Serra deveria pedir desculpas pela “farsa do episódio da bolinha de papel”.

“Se alguém que deve (pedir desculpas) é o presidente Lula porque, como foi comprovado, foi um outro objeto atirado e, inclusive, está filmado. Acontece que o presidente Lula não perde o costume. Continua fazendo campanha”, disse.

Serra afirmou que Lula já deu início para sua volta à Presidência em 2014: “Talvez ele já tenha começado sua campanha para 2014 dizendo mentiras. Inclusive muito pouco apropriadas para a figura de um presidente da República. Mas ele não dá muito importância a isso. Veja o número de vezes que ele foi condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral”.

Em seguida, o tucano afirmou que Lula deixará problemas para o futuro governo Dilma Rousseff. “(Ele) está deixando uma herança bastante adversa para o ano que vem. Há vários problemas saltando do armário”, disse.

Segundo Serra, a economia está com inflação ascendente e taxa de câmbio super valorizada: “Que está desindustrializando o país. Ao mesmo tempo atividade econômica está caindo. Lula está deixando um nó para o próximo governo”, completou.

Serra afirmou que está em busca de trabalho, mas negou que irá ocupar algum cargo no PSDB. Aliados próximos não descartam uma eventual candidatura para a presidência do partido. Outra opção seria a presidência do Instituto Teotônio Vilella, que é vinculado ao PSDB.

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