Pré-candidato à prefeitura de São Paulo iniciou sua campanha hoje em tradicional bar da zona norte

selo

O pré-candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, disse há pouco que o governo federal está "se mexendo muito" para favorecer a candidatura de Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo. Em seu primeiro dia de campanha na rua, Serra foi ao Frangó, tradicional bar da zona norte de São Paulo, e criticou a postura do governo.

"O governo federal está se mexendo muito para favorecer a candidatura do PT, o que é estranho. É legítimo que os partidos se movimentem, mas aí é mexida de governo mesmo, muitas vezes por questão de apoio político", disse ele referindo-se à posse de Marcelo Crivella (PRB-RJ) como ministro da Pesca , em substituição ao petista Luiz Sérgio. Crivella é sobrinho de Edir Macedo e bispo da Igreja Universal. Sua nomeação para o ministério foi avaliada como uma tentativa de obter apoios dos evangélicos à candidatura de Haddad.

Serra afirmou ainda que escolheu a zona norte para iniciar sua campanha para "dar sorte". Isso porque, segundo ele, foi em sua gestão como prefeito que foi inaugurado o centro cultural da juventude, que fica na região. "Era um mercado inacabado desde 1988, e em 2004, em menos de um ano, transformei em centro cultural. Talvez isoladamente foi uma das melhores coisas que fiz na minha vida", disse.

Embora tenha mencionado uma ação sua como prefeito, Serra não resistiu a criticar o governo federal. Ao falar sobre o plano de ampliação do metrô de SP ele mencionou que a Prefeitura pagou o projeto para viabilizar uma nova linha de metrô que irá até a zona norte da Capital. A ação foi feita em parceria com o governo do Estado, que pretende viabilizar o plano por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP). "Metrô com projeto é meio caminho aberto. Grande parte dos problemas de paralisação de obras federais, como a Transnordestina e a transposição do Rio São Francisco, se deve ao fato de não ter projeto, mas nós temos um excelente projeto aqui", afirmou.

Serra evitou entrar em polêmica sobre as críticas feitas a ele por Fernando Haddad e José Aníbal, mas fez questão de defender o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), que tem sido criticado por membros do seu partido por ter feito aliança com o PSDB. "Eu não acho desconfortável. O PSD tem aliança conosco não apenas em São Paulo, mas também em Curitiba, Goiânia e Belém", disse. "Que houve aqui uns problemas no início, houve, mas na prática é uma questão que foi superada com nossa aliança e vai ser superada no trabalho conjunto de campanha."

Sobre Kassab afirmou: "Uma coisa é certa, Kassab sempre me disse depois da eleição presidencial que se eu fosse candidato ele estaria do meu lado."

O pré-candidato justificou sua ausência na missa de 11 anos de Mário Covas. "Eu fui ao Rio de Janeiro ontem, tive um problema de alergia e gripe. Hoje de manhã estava muito mal, tomei muito histamínico e agora tive que tomar muito chá com cafeína para passar o efeito. Se fosse na missa iria estar com uma cara péssima", disse.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.