Serra diz que Barradas não fazia check-up havia cinco anos

Tucano contou que ex-secretário chegava a acompanhá-lo em suas próprias visitas periódicas ao médico

Piero Locatelli, iG São Paulo |

O candidato do PSDB ao Palácio do Planalto, José Serra, contou que o secretário de Saúde do Estado, Luiz Roberto Barradas Barata, que faleceu na noite deste sábado vítima de um infarto, não se submetia a um check-up havia cinco anos.

Ao chegar ao velório do antigo membro de sua equipe, na tarde deste domingo, Serra comentou que Barradas chegava até a acompanhá-lo em suas próprias visitas periódicas ao médico, embora não tivesse o mesmo cuidado com a própria saúde.

"Ele não tinha nenhum problema cardíaco. Pelo que menos que eu e os médicos próximos soubéssemos. Nem ele sabia que tinha", disse o candidato tucano. "Só não fazia check-up há cinco anos. Ele, que conseguia check-up para tanta gente e inclusive me acompanhava. Toda vez que eu fazia check-up ele ia junto, ficava lá comigo o dia inteiro e não tinha feito para si mesmo", contou Serra.

O candidato do PSDB afirmou que a falta de Barradas Barata será sentida não apenas por familiares e amigos, mas também por "toda a população de São Paulo". Ele relatou ainda que Barradas, ao se sentir mal na noite de sábado, Barradas pediu ao filho que o levasse ao Instituto Pazzanese. Segundo o tucano, o secretário teria preferido o instituto ao Incor, que fica próximo de sua residência.

Após receber socorro, contou Serra, Barradas Barata chegou a desmaiar duas vezes. Passou cerca de uma hora recebendo massagem cardíaca e teve o coágulo que causou a obstrução removido. Ainda assim, disse o tucano, ele estava enfraquecido e seu coração não recuperou o funcionamento. Ao falar sobre a saúde do colega, Serra disse apenas que ele foi diagnosticado com um câncer de pele anos atrás, mas estava curado.

Serra evitou falar sobre política durante a rápida passagem que fez no velório. Além do ex-governador, prestaram homenagem ao ex-secretário o candidato do PSDB ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin, o presidente do PPS, Roberto Freire, o governador Alberto Goldman (PSDB) e outros políticos ligados ao tucanato paulista. Entre os presentes, estavam ainda alguns petistas, como o ex-presidente da Câmara Arlindo Chinaglia (PT-SP) e o deputado Paulo Teixeira (PT-SP).

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