Magno Malta afirma que partido negociará sucessor em ministério, mas que legenda continua na base mesmo que perca comando da pasta

O Partido da República (PR) anunciou esta quarta-feira que participará das negociações para a escolha do sucessor de Alfredo Nascimento, que deixou o comando do Ministério dos Transportes sob acusações de corrupção. Porém, o líder da legenda no Senado, Magno Malta (ES), diz que o partido continua na base do governo mesmo que a presidenta Dilma Rousseff opte por um nome de outro partido.

“O PR tem que continuar na base, até porque fomos para a rua defender Dilma como melhor nome para governar o país. Seria uma covardia abandoná-la agora”, afirma Malta, que mais cedo participou de reunião no Palácio do Planalto com Dilma e as ministras Gleisi Hoffmann (Casa Civil) e Ideli Salvatti (Relações Institucionais).

O capixaba desconversou ao ser questionado se o partido havia apresentado nomes para a presidenta. “Nome já tem mais de 20”, afirmou em tom irônico. “Decidimos que a escolha não será feita de forma atabalhoada, amalucada, nervosa, ofegante, para colocar qualquer um a qualquer preço”.

Malta disse ainda que Nascimento justificou a saída do ministério como forma de defender a “honra da família”. “Ele recebeu o apoio da Presidência da república e do partido dele. Agora, o argumento dele é que (a acusação) partiu para o pessoal, e partiu para o pessoal ele vai defender a honra dele e a família dele aqui no Senado, porque é um senador”, assinalou.

Ao citar acusações contra a família de Nascimento, o líder do PR fez referência à reportagem do jornal “O Globo”, publicada ontem, que diz que o Ministério Público Federal (MPF) investiga suposto enriquecimento ilícito do filho do ex-ministro. Segundo o jornal, uma empresa do filho de Nascimento recebeu recursos do ministério. O MPF estaria investigando se houve conflito de interesse nas decisões de Nascimento.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.