Senadores do PR, PTB e PSC apoiam CPI de Cachoeira

Bloco dos três partidos soma 13 senadores; para abrir CPI, são necessárias 27 assinaturas

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O bloco formado pelo PR, PTB, PSC no Senado, com 13 senadores, decidiu apoiar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar as relações do empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com políticos. Para abrir a CPI, são necessárias 27 assinaturas.

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No PT, o líder Walter Pinheiro (BA) já tem até três candidatos a relator se o caso ficar com o Senado numa eventual CPI Mista, o que será decidido ainda nesta terça-feira (10) em reunião entre os presidentes do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e da Câmara, Marco Maia (PT-RS). Os três nomes são: Wellington Dias (PI), José Pimentel (CE) ou Delcídio Amaral (MS).

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Na Câmara, o presidente Marco Maia já disse que, se não for uma CPI Mista, a Câmara vai instalar a comissão de inquérito porque já tem as assinaturas necessárias para isso. De qualquer forma, hoje haverá uma decisão sobre a investigação pelo Congresso das ligações de Cachoeira.

No Senado, o Conselho de Ética decidiu abrir processo por quebra de decoro parlamentar contra o senador Demóstenes Torres, acusado de colocar o mandato a serviço do bicheiro. Demóstenes terá dez dias para apresentar defesa. O presidente do conselho será Antonio Carlos Valadares (PSB-PB), por ser o membro mais idoso. A prerrogativa da presidência é do PMDB, mas, por falta de consenso, o senador do PSB deve assumir interinamente até o partido indicar um nome.

A Assembleia de Goiás também deve instalar uma CPI para investigar a relação de políticos e de membros do poder executivo estadual com Cachoeira.

No sábado (7), o iG revelou, com base no inquérito da Polícia Federal (PF) da Operação Monte Carlo, que as polícias Civil e Militar estavam a serviço de Cachoeira para a abertura e fechamento de bingos. Ontem, o iG mostrou que o grupo de Cachoeira indicava até promoções de membros da Polícia Militar de Goiás (PM-GO).

Na semana passada, surgiram revelações de que Cachoeira teria um vínculo com o então presidente do Departamento de Trânsito em Goiás (Detran-GO), Edivaldo Cardoso. Ele pediu exoneração do cargo. A chefe de gabinete do governador do Estado, Marconi Perillo (PSDB), Eliane Pinheiro, também pediu para se desvincular do executivo após ser flagrada em conversas telefônicas com Cachoeira. Nas conversas, ela falava sobre operações da Polícia Federal de Goiás com Cachoeira.

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