Senador mais velho é o escolhido para presidir Conselho de Ética

Valadares é confirmado no cargo em reunião que decide processo contra Demóstenes Torres

iG São Paulo |

O senador Antonio Carlos Valadares (PSB-PB) é o novo presidente do Conselho de Ética do Senado. Devido ao impedimento do senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), que é corregedor e já faz parte do Conselho de Ética, Valadares foi alçado ao posto por ser o parlamentar mais velho do órgão. A prerrogativa da presidência é do PMDB, mas, por falta de consenso, o senador do PSB deve assumir interinamente até o partido indicar um nome.

Leia também: Vital não pode acumular corregedoria e presidência de Conselho de Ética

iG Explica: Entenda a crise envolvendo o senador Demóstenes Torres

Agência Senado
Valadares (e) presidirá Conselho de Ética que vai decidir futuro de Demóstenes

A reunião que define o novo presidente deste conselho foi realizada às 14 horas desta terça-feira. Depois, será sorteado o relator do processo contra Demóstenes Torres (sem partido/GO), acusado de envolvimento com o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. A abertura de processo disciplinar contra Demóstenes por quebra de decoro parlamentar foi pedida pelo PSOL.

Leia também: Caso Cachoeira gera clima de instabilidade política em Goiás

O senador José Pimentel (PT-CE), líder do governo no Congresso, informou que reunião de hoje será aberta pelo presidente interino do Conselho, Jayme Campos (DEM-MT), que, na sequência, se declarará incapaz de deliberar qualquer ação contra Demóstenes Torres, pois ambos pertenciam ao mesmo partido político. Na terça-feira da semana passada, Demóstenes antecipou-se ao processo de expulsão do DEM e desfiliou-se da legenda.

Além do processo no Conselho de Ética, parlamentares da Câmara e do Senado tentam conseguir assinaturas para abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) e investigar a relação de políticos com Cachoeira, que está detido no presídio federal de segurança máxima de Mossoró (RN). O objetivo é ampliar a apuração para além do senador Demóstenes uma vez que outros nomes surgiram ao longo da investigação da Polícia Federal.

A Assembleia de Goiás também deve instalar uma CPI para investigar a relação de políticos e de membros do poder executivo estadual com Cachoeira.

No sábado (7), o iG revelou, com base no inquérito da Polícia Federal (PF) da Operação Monte Carlo, que as polícias Civil e Militar estavam a serviço de Cachoeira para a abertura e fechamento de bingos. Ontem, o iG mostrou que o grupo de Cachoeira indicava até promoções de membros da Polícia Militar de Goiás (PM-GO).

Na semana passada, surgiram revelações de que Cachoeira teria um vínculo com o então presidente do Departamento de Trânsito em Goiás (Detran-GO), Edivaldo Cardoso. Ele pediu exoneração do cargo. A chefe de gabinete do governador do Estado, Marconi Perillo (PSDB), Eliane Pinheiro, também pediu para se desvincular do executivo após ser flagrada em conversas telefônicas com Cachoeira. Nas conversas, ela falava sobre operações da Polícia Federal de Goiás com Cachoeira.

Com Agência Estado

    Leia tudo sobre: demóstenes torresconselho de éticasenado

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG