Senado adota ponto eletrônico com dois anos de atraso

Casa acelerou instalação de equipamentos no início do ano, mas sistema só deve começar a funcionar em março

Fred Raposo, iG Brasília |

Anunciado como medida de controle de gastos, o sistema de ponto eletrônico do Senado deve começar a funcionar a partir de 1º de março. A previsão, da Diretoria-Geral, chega com dois anos de atraso.

A disposição de adotar o modelo de registro biométrico foi anunciada em março de 2009 pelo presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP). Foi uma resposta às denúncias de que o Senado havia pago R$ 6,2 milhões em horas extras a funcionários em janeiro daquele ano.

A Casa iniciou o cadastramento de 5.301 servidores no fim de 2010. Mas não concluiu a implementação do sistema, pois precisou adaptar as instalações elétricas do Senado para receber o novo equipamento de registro de entrada e saída dos funcionários.

Com a proximidade da troca de legislatura, a Casa chegou a acelerar os trabalhos no início de janeiro. A expectativa é que o sistema esteja pronto para operar em meados de fevereiro, mas a ideia é esperar a virada do mês.

O primeiro-secretário, senador Heráclito Fortes (DEM-PI), atribui a demora a decisões administrativas. “Da nossa parte, as decisões políticas foram tomadas. Faltam agora detalhes técnicos e burocráticos”, disse o parlamentar, por meio de sua assessoria de imprensa.

O novo sistema foi adquirido por adesão a duas Atas de Registro de Preços efetuadas pela Câmara dos Deputados, que somam R$ 2 milhões. O Senado confeccionará 8 mil crachás, cada um custando R$ 20,76. A medida não atinge funcionários em cargos de direção na Casa e aqueles que nos gabinetes são dispensados pelos parlamentares.

A assessoria de imprensa do Senado informou que foram cadastrados 4.435 servidores, entre efetivos e comissionados. Segundo o Portal da Transparência, o Senado tem 6.344 servidores. A expectativa é que, com a posse dos novos parlamentares, o quadro de servidores da Casa passe por uma renovação, com a troca de funcionários em cargos de confiança nos gabinetes.

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