Sempre fui comandado por mulheres, diz novo ministro da Justiça

Cardozo assume o ministério e diz não esperar retaliação da Itália por conta da decisão de Lula de não extraditar Battisti

Severino Motta, iG Brasília |

O novo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo , assumiu o cargo neste domingo. Ele comentou a decisão do presidente Lula de não extraditar Cesare Battisti , condenado à prisão perpétua em seu país natal por quatro homicídios na década de 70, e disse não esperar retaliações da Itália. “A divergência é normal e não compromete laços de amizade profundos entre dois países irmãos”, afirmou.

Dizendo sempre ter sido comandado por mulheres, colocou o combate ao crime organizado como prioridade em sua pasta.

“Comecei como assistente de professora no Ministério Público, fui chefiado por procuradoras, assessorei uma vereadora, trabalhei com Luiza Erundina quando ela foi prefeita, fui presidente da Câmara com Marta Suplicy na Prefeitura de São Paulo e agora sou ministro da Dilma. Tive e sempre terei orgulho de ser comandado por mulheres”, disse.

Em seu discurso de posse, Cardozo, além do combate ao crime organizado e à corrupção, destacou a luta contra a violência e o consumo de drogas como prioridades de sua pasta. Para alcançar esse objetivo, disse que uma maior coesão entre o Ministério Público, a Justiça, os governos e as prefeituras se faz necessária.

O novo ministro também disse que a Polícia Federal deve seguir trabalhando como nos oito anos do governo de Luiz Inácio Lula da Silva e ressaltou que a PF deve ter um caráter republicano, ser uma corporação do Estado.

Por fim o novo ministro elogiou o trabalho de seu antecessor, Luiz Paulo Barreto, que será seu secretário-executivo no início do novo governo.

Bingos

Cardozo fez diversas críticas ao projeto de lei que tramita na Câmara dos Deputados para legalizar a atividade dos bingos no Brasil. Segundo ele, a ação dos deputados que rejeitaram o texto substitutivo do projeto foi positiva. Para ele, o documento original é ainda pior e favorece à lavagem de dinheiro e ao crime organizado.

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