Sem mencionar Serra, líder do PSDB defende salário de R$ 600

Em plenário, líder do DEM defende mínimo de R$ 560 e provoca base governista ao dizer que aliados "baixaram a cabeça" para Dilma

Nara Alves, iG São Paulo |

Na sessão extraordinária convocada para votar o reajuste do mínimo, o líder do PSDB na Câmara, deputado Duarte Nogueira (SP), defendeu um aumento para R$ 600. Embora o número tenha se tornado uma das bandeiras da última campanha presidencial tucana, o candidato derrotado ao Planalto, José Serra , não foi mencionado.

"Vamos defender R$ 600 porque julgamos ser coerente com o que defendemos na campanha", afirmou Nogueira, ao contestar a proposta do governo de elevar o mínimo para R$ 545. "Se há alguma irresponsabilidade fiscal nisso ( no salário mínimo de R$ 600 ), não é da oposição", completou.

O líder tucano - que é próximo ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin - criticou as medidas provisórias que serão apreciadas na Casa e propõem a criação de novos cargos e o aumento da estrutura estatal. Em sua fala, Nogueira chegou a confundir a presidenta Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva . "A presidente Lula promoveu uma perda do poder aquisitivo", disse. Em seguida, explicou. "A confusão é porque o governo é o mesmo".

Alfinetadas

O líder do DEM na Câmara, deputado ACM Neto (BA), defendeu um mínimo de R$ 560 e aproveitou para provocar a base governista. "Apoiar o mínimo de R$ 545 é uma grave e injustificada incoerência. Quando estavam na oposição, reivindicavam um aumento digno para o trabalhador. Chegaram ao governo e se renderam, abaixaram a cabeça e dizem amém a uma ordem soberana da presidenta Dilma Rousseff", afirmou.

ACM Neto disse, ainda, que "Dilma não é capaz de se lembrar o que disse na campanha, que não seria necessário o ajuste fiscal no País". O deputado ressaltou que o ex-presidente Lula "empenhou sua palavra".

Já líder do PT na Câmara, deputado Paulo Teixeira (SP), alfinetou o PSDB. "De onde vêm esses números se alguns cardeais do partido não os sustentam diante da opinião pública?". O deputado se referia a entrevistas concedidas pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG) e pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP), que evitaram defender a proposta de José Serra de R$ 600.

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