Sem acordo com PMDB, Dilma faz anúncio incompleto do ministério

Palocci, Cardozo e Carvalho são confirmados, mas peemedebistas Wagner Rossi e Edison Lobão ficam fora do anúncio

Andréia Sadi, iG Brasília |

A equipe da presidenta eleita Dilma Rousseff anunciou na tarde desta sexta-feira a escolha de três ministros que vão compor o núcleo palaciano de seu governo. Confirmando as informações que já circulavam há vários dias nos bastidores, foram formalizados os nomes do ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci para chefiar a Casa Civil, do atual chefe de gabinete da Presidência, Gilberto Carvalho na Secretaria Geral da Presidência, e do deputado José Eduardo Cardozo para comandar a pasta da Justiça.

Sob pressão do PMDB, entretanto, a presidenta eleita desistiu na última hora de divulgar também parte dos ministros que integram a cota da sigla aliada. Era aguardada para hoje a confirmação de Wagner Rossi na Agricultura e de Edison Lobão na pasta de Minas e Energia.

Sem um acordo para o preenchimento de sua cota na Esplanada, peemedebistas passaram a investir na versão de que seria melhor evitar "ruídos" com a divulgação de apenas uma parcela de seus indicados e pedir a Dilma que deixasse para fazer o anúncio da cota do partido em bloco. A expectativa agora é de que os nomes do PMDB sejam formalizados somente na semana que vem.

O anúncio de hoje foi feito por meio de nota, assinada pela assessoria de imprensa da presidenta eleita. No documento, os ministros foram orientados a "a trabalhar de forma integrada com os demais setores de governo para dar cumprimento ao seu programa de desenvolvimento com distribuição de renda e estabilidade econômica".

Dilma já não havia participado do anúncio da equipe econômica, no fim do mês passado, quando foram oficializados os nomes de Guido Mantega na Fazenda, Alexandre Tombini no Banco Central e Miriam Belchior no Planejamento. Visto como uma maneira de se preservar, o estilo da presidenta eleita tem tirado o impacto dos anúncios da equipe de governo

Ainda assim, Dilma já bateu o martelo em uma parcela significativa da equipe. Paulo Bernardo, por exemplo, deve ir para as Comunicações. Também já estão praticamente certos nomes como Alexandre Padilha nas Relações Institucionais, Antonio Patriota nas Relações Exteriores e Fernando Pimentel no Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Na lista de cotados, aparecem opções como Aloizio Mercadante na pasta de Ciência e Tecnologia e Fernando Haddad na educação.

Veja como estão as negociações para a montagem da equipe de Dilma:

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