Seguranças negam acusações de presidente da Assembleia do Paraná

Valdir Rossoni (PSDB) diz que foi ameaçado de morte por pessoas ligadas aos vigilantes da Casa

Luciana Cristo, iG Paraná |

Os funcionários que até esta terça fizeram a segurança interna da Assembleia Legislativa do Paraná e que foram substituídos por policiais militares na madrugada desta quarta, por ordem do governador Beto Richa (PSDB), negaram que tenham feito ameaças de morte ao recém-empossado presidente da Casa, deputado estadual Valdir Rossoni (PSDB). O pedido de Rossoni para substituir a segurança da Casa foi justificado pela falta de confiança nos profissionais que até então realizavam o serviço.

Na tarde desta quarta (2), o Sindicato dos Servidores do Legislativo (Sindilegis) divulgou nota negando a autoria das ameaças que Rossoni teria sofrido nas últimas semanas. "Jamais membros do Sindilegis ameaçaram o novo presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, deputado Valdir Rossoni, nem um dos membros do Sindilegis portava armas, apenas tentaram audiência com o referido deputado para conversar sobre a situação funcional dos servidores da Casa Legislativa, havendo testemunhas deste fato", diz a nota do sindicato. Faziam parte da vigilância da Assembleia 40 funcionários, a maioria comissionados. Eles foram exonerados e não devem retornar aos postos.

Os servidores se defenderam também sobre a arma, munição e um bloqueador de escutas telefônicas, que foram objetos encontrados nesta manhã dentro do cofre que ficava na sala dos vigilantes, dentro da Assembleia. Segundo o presidente do Sindilegis, Edenilson Ferry, a arma encontrada dentro do cofre seria de um funcionário da vigilância interna. "A arma estava onde sempre deveria estar, bem guardada, afinal a Assembleia não é um parque de diversões".

Sobre o bloqueador de escutas, Ferry afirmou que o aparelho foi comprado pela própria Assembleia, eram requisitados e utilizados por deputados ou diretores, uma prática recorrente dentro da Casa. "Se estava na Assembleia era para ser usado", rebateu.

Acusados de formarem um “poder paralelo” dentro da Assembleia, os vigilantes rebatem: “Se existe poder paralelo dentro da Assembleia, esse poder é do Rossoni. Nós nunca fomos primeiro ou segundo secretário da Casa, muito menos presidente", disse o presidente do Sindilegis.

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