Secretário-executivo do Turismo paga fiança e deixa prisão

Frederico Silva da Costa foi preso em operação que investiga o desvio de recursos por meio de emendas parlamentares

Agência Brasil |

O secretário-executivo do Ministério do Turismo, Frederico Silva da Costa, deixou a prisão de Macapá (AP) no início da madrugada deste sábado (13) sem dar entrevistas, segundo informações da Rádio CBN.  Ele é investigado por envolvimento em desvio de recursos na pasta.

Para ser libertado, Frederico Silva da Costa pagou fiança de R$ 109 mil. Outra condição imposta para soltura é o seu afastamento do cargo no Ministério do Turismo.

Na sexta-feira (12), o juiz federal Guilherme Mendonça, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), concedeu habeas corpus ao secretário-executivo.

Dos 36 detidos em São Paulo, Brasília e no Amapá, na última terça-feira (9), 18 já haviam sido libertados na quarta-feira (10). Na sexta-feira, outras quatro pessoas presas preventivamente – além de Costa – receberam habeas corpus. Entre eles estão o secretário nacional de Programas de Desenvolvimento do Turismo, Colbert Martins e o advogado Jorge Kengo Fukuda, um dos diretores do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi). Eles deixaram a cadeia de Macapá na noite da sexta.

Os outros dois suspeitos que obtiveram o habeas corpus, e que deverão ser soltos nas próximas horas, são Dalmo Antônio Tavares de Queiroz, coordenador de projetos da Fundação Universa, e Gláucia de Fátima Matos, servidora do Ministério do Turismo.

Leia também:  Jornal de Macapá divulga fotos de suspeitos na Operação Voucher

A Operação Voucher, deflagrada pela Polícia Federal (PF), investiga o desvio de recursos públicos destinados ao Ministério do Turismo por meio de emendas parlamentares. A operação contou com a participação de 200 policiais federais. Foram expedidos 38 pedidos de prisão, porém duas pessoas continuam foragidas.

A investigação sobre o esquema de corrupção de verbas do Ministério do Turismo começou em abril, depois que um levantamento do Tribunal de Contas da União (TCU) detectou irregularidades no contrato firmado entre o ministério e o Ibrasi. O valor do convênio fraudado é de R$ 4,4 milhões. A PF estima que dois terços dos recursos tenham sido desviados pelo grupo.

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