Secretaria nega autoria de valores em estudo

Órgão admite levantamento "quantitativo" de comissionados, mas diz que gastos revelados em reportagens são "estranhos"

Fred Raposo, iG Brasília |

A Secretaria de Recursos Humanos (SERH) do Senado negou nesta quarta-feira ter compilado em estudo valores de despesas com cargos comissionados. Por e-mail, a secretária Doris Marise Romariz Peixoto disse ao iG que a "secretaria não emitiu relatório contendo informações relacionadas a custos de pessoal comissionado de gabinetes parlamentares ou lideranças, mesmo porque essa demanda não existiu desde que assumi a direção da SERH, em junho de 2009".

Em reportagens publicadas nesta terça e quarta-feira, o iG informou que estudo realizado pela SERH aponta inchaço no número de comissionados em gabinetes da Casa, o que fez disparar os gastos da folha salarial e levou à montagem de estruturas paralelas nas lideranças partidárias .

Por meio da assessoria de imprensa do Senado, a secretaria admite "ter realizado apenas estudo de quantitativos de pessoal para subsidiar a subcomissão da reforma administrativa". Assinala que o levantamento teve como base "informações disponibilzadas publicamente no portal da transparência" e que "os valores anunciados" são "estranhos" à secretaria.

Em nenhum dos comunicados, contudo, a SERH ou a assessoria de imprensa do Senado questionaram os valores apresentados nas reportagens. As despesas com comissionados são detalhadas em levantamento obtido pelo iG , que foi enviado pela SERH - órgão com acesso às folhas salariais da Casa - à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), para subsidiar o relatório da reforma administrativa.

Desde a última segunda-feira a reportagem procurou a SERH para esclarecer informações, porém não obteve resposta.

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