Sarney descarta formação de 'superbloco' no Senado

Senador diz desconhecer os motivos que levaram a bancada do PMDB a formar um 'superbloco' na Câmara

Agência Estado |

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Ao comentar a manobra política deflagrada ontem pelo PMDB, que montou um megabloco de deputados na Câmara dos Deputados à revelia do PT, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), negou que o mesmo tipo de acordo possa ser costurado no Senado. "Acho que aqui não temos em vista, pelo menos até agora, ninguém tratar desse assunto de fazer bloco nenhum", disse Sarney, nesta manhã, ao chegar ao Senado. "Eu não conheço o que ocorre na Câmara e não sei as motivações que levaram a bancada a fazer isso", completou.

Na Câmara, o PT elegeu a maior bancada federal, 88 deputados. No entanto, a união entre PMDB, PP, PR, PTB e PSC formará um bloco de 202 parlamentares. O "blocão" ameaça as pretensões do PT de dividir o comando da Câmara e do Senado com o PMDB, e ainda obrigará a presidenta eleita, Dilma Rousseff, a negociar com o grupo para aprovar projetos de interesse do governo.

Enquanto os líderes dos cinco partidos fechavam o compromisso do "blocão" no Congresso, ontem à tarde, o presidente do PMDB e vice-presidente eleito, Michel Temer (SP), almoçava com o presidente do PT, José Eduardo Dutra, mas não o comunicou sobre a manobra.

Sarney, esta manhã, saiu em defesa do colega peemedebista e disse que a prioridade de Temer neste momento é atuar como integrante do grupo de transição do governo. "No momento, ele está acumulando essas funções e, evidentemente, algumas vezes, elas interferem uma na outra, mas não é esse o desejo dele e não acredito que a ministra Dilma tenha dado qualquer declaração neste sentido", disse. Além de presidir o PMDB e ser vice-presidente eleito, Temer acumula o cargo de presidente da Câmara dos Deputados.

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