Com a posição dos líderes partidários, presidente da Casa quer levar a proposta ao plenário o mais rápido possível

AE
O presidente do Senado José Sarney defende um novo referendo sobre a questão do armamento
Caso obtenha o apoio de todos os líderes partidários no Senado para tramitação em regime de urgência, a proposta de um novo referendo sobre a proibição do porte de arma pela população poderá ter apreciação acelerada na Casa. O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), apresentará seu projeto aos líderes em reunião na manhã desta terça-feira (12) e não descarta a intenção de levar a proposta direto à apreciação em plenário.

Sarney disse que o projeto de lei prevê a realização do referendo popular 90 dias após a aprovação pelo Congresso Nacional e publicação no Diário Oficial da União. “Convoquei os líderes especificamente para isso ( discutir a realização de um novo referendo ). Precisamos de um novo referendo e que ele seja realizado o mais rápido possível”.

Além da realização de uma nova consulta popular, a intenção de José Sarney é revogar o Estatuto do Desarmamento, que passou em 2005 por referendo nacional para saber se o povo concordava ou não com a comercialização de armas e munição em todo o País.

O presidente do Senado também comentou a liberação do ponto eletrônico de oito dos 26 funcionários lotados em seu gabinete. Segundo ele, esses servidores continuam a cumprir a jornada de trabalho normal, mas em horários diferenciados dos demais. Sarney acrescentou que são funcionários encarregados em lidar com questões ligadas diretamente a assuntos do estado do parlamentar nos ministérios.

A discussão veio à tona depois da tragédia na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, no Rio de Janeiro, onde um atirador matou doze estudantes, na semana passada.

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