Sargento suspeito de espionagem no RS ganha liberdade

PM que atuava no gabinete da governadora e candidata à reeleição, Yeda Crusius, é acusado de explorar contraventores de bingos

Agência Estado |

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O sargento da Brigada Militar (BM, a Polícia Militar gaúcha) preso sob suspeita de acessar irregularmente informações de civis, autoridades e políticos do Rio Grande do Sul foi solto na tarde desta quarta-feira  em Porto Alegre. César Rodrigues de Carvalho, que estava lotado no gabinete da governadora e candidata à reeleição Yeda Crusius (PSDB) até o fim de agosto, é acusado ainda de explorar contraventores de bingos e caça níqueis na região metropolitana da capital do Estado.

O sargento foi denunciado por um empresário ligado à contravenção, de quem ele supostamente recolhia propina há dois anos. Segundo o promotor Amilcar Macedo, que vem comandando as investigações, há cerca de três meses o contraventor entrou em contato com o Ministério Público Estadual (MPE) para denunciar o sargento.

Hoje, Macedo ouviu novamente Rodrigues por cerca de 1h30. Conforme o promotor, durante as duas semanas em que o sargento permaneceu preso foram colhidas provas e testemunhos que confirmam a ligação dele com a espionagem e a arrecadação de dinheiro. Resta, agora, aguardar o resultado das quebras de sigilo fiscal e telefônico do suspeito.

"Na quinta e sexta-feira passada, chegaram outras provas do caso ao MP. Já no depoimento de hoje, o sargento trouxe novas informações", revelou o promotor, que descartou uma acareação entre Rodrigues e demais envolvidos na investigação.

Detido desde o dia 3 de setembro, o sargento teve pedido de liberdade aceito pela Justiça por não representar mais um obstáculo às investigações. Ao deixar o quartel da BM, onde estava recolhido, disse apenas que se pronunciará perante a Justiça.

Rodrigues teve o pedido de prisão encaminhado pelo MP porque estava interferindo na coleta de provas se valendo de contra inteligência. O sargento entrava no Sistema de Consultas Integradas do Rio Grande do Sul e tinha acesso a quem o estava investigando.

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