Partidos de oposição terão estratégias de diferentes na votação marcada para quarta-feira.

Os partidos de oposição vão defender duas propostas para a votação do aumento do salário mínimo contra o valor de R$ 545 defendidos pelo governo. O PSDB vai insistir em R$ 600, como o candidato derrotado à Presidência José Serra fez na campanha eleitoral. Já o DEM tentará se aproveitar de insatisfações na base aliada para conseguir chegar a um reajuste de R$ 560, proposta defendida pelas centrais sindicais .

A votação da Medida Provisória de reajuste do salário mínimo está marcada para esta quarta-feira (16). As propostas do DEM e do PSDB serão apresentadas como emendas. Pelo acordo firmado, a primeira a ser apreciada é a dos tucanos. “Nós vamos votar a favor. Mas acho que a nossa proposta de R$ 560 tem mais chance de sair vitoriosa”, afirmou o líder do DEM na Câmara, ACM Neto (DEM-BA).

Para setores da oposição, a defesa dos R$ 600 é mais um posicionamento político do que uma medida prática. O valor foi uma bandeira do ex-governador de São Paulo José Serra na campanha presidencial do ano passado. Rival do paulista dentro do PSDB, o senador tucano Aécio Neves (MG) chegou a criticar o valor. Integrante da bancada mineira do PSDB, o deputado Domingos Sávio reproduziu parte das preocupações.

“Há municípios que podem ter problemas em suas contas com o aumento de R$ 600. Não podemos deixar de pensar nisso”, disse Sávio. O tucano mineiro, no entanto, afirmou que a bancada do PSDB deverá votar pelos R$ 600. “Vamos seguir a orientação do líder e fazer o debate político”, disse. Para as 11 horas desta terça-feira, está prevista uma reunião da bancada na Câmara para discutir o assunto.

Histórico aliado de José Serra, o deputado Jutahy Júnior (PSDB-BA) criticou a posição do governo de batalhar apenas pelos R$ 545. “O governo caiu em saia justa. Durante a campanha, cansou de defender que o governo tinha uma política de aumento real do salário mínimo. Agora passa a eleição e vem como uma proposta abaixo da inflação. Parece malandragem”, afirmou o deputado baiano.

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