Rossi diz que, com ou sem acordo, Código Florestal será votado na 3ª

Projeto, previsto para ser votado na quarta-feira, teve a votação adiada por falta de acordo entre governo, relator e deputados

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Agência Brasil
O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Wagner Rossi
O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, afirmou hoje que o projeto que altera o Código Florestal, relatado pelo deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP), será votado na próxima terça-feira na Câmara dos Deputados "em qualquer circunstância, haja ou não acordo".

O projeto, previsto para ser votado ontem, teve a votação adiada por falta de acordo entre governo, relator e deputados.

"Esperávamos votar o Código Florestal, que é a matéria mais importante para a agricultura brasileira, mas, por pouquíssima diferença, ainda não acertamos um acordo", disse Rossi, ao citar o tema durante a divulgação da safra de laranja da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

"Um ou dois temas entre governo, relator e bancada de deputados não foram acertados, mas chegamos a um limiar de um acordo final", completou o ministro, sem detalhar ainda os pontos divergentes.

Rossi considerou também que, apesar de não haver um consenso, a negociação foi "altamente positiva" em discussões que se arrastaram desde o ano passado. Rossi criticou ainda a insegurança jurídica para o agricultor e repetiu a frase que disse ter ouvido de um pecuarista em Uberaba (MG): "Produtor não precisa de agrônomo, produtor precisa hoje de advogado para garantir a segurança jurídica, pois o sistema aí não nos dá segurança", concluiu.

Marina Silva

Rossi criticou também o que chamou de "interferência" da ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva nas discussões do projeto. "Não é razoável que, separado de todo o trabalho feito, toda a discussão, alguém se arvore como a mãe da natureza, querendo impor situações especiais", disse o ministro, ao ser indagado sobre a posição de Marina.

"Ela pode entrar no debate, que é aberto à comunidade, mas ela não pode cobrar; não venham com cobranças indevidas", completou Rossi, durante a Agrishow, em Ribeirão Preto (SP).

Segundo Rossi, as posições de ambientalistas chegam ao debate por meio do Ministério do Meio Ambiente e de deputados da base governista, assim como os ruralistas também se posicionam por meio de parlamentares e pelo Ministério da Agricultura.

Rossi deixou claro que há divergências internas, afirmou que tem sua posição pessoal sobre o tema, mas que será solidário e defenderá a posição do governo, se ela houver, na próxima terça-feira. "Sou solidário ao governo, posso ser vencido, mas não sou desleal e defendo a posição do governo", concluiu.

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