Ausente a encontro da executiva nacional, presidente do partido afirma que cúpula só aprovou descarte de fusão com PMDB e plano de crescimento da sigla

O presidente nacional do DEM, deputado federal Rodrigo Maia (RJ), contestou que a reunião da executiva nacional do partido tenha decidido antecipar as eleições internas, com o objetivo de retirá-lo do comando. O encontro também descartou, por unanimidade, “qualquer possibilidade de fusão com outros partidos”.

“Não tem nada disso [de antecipação de eleições], é uma tese falsa, basta ler a nota divulgada. Algumas pessoas achavam que se deveria antecipar as eleições municipais internas, apenas, porque se avalia que talvez deixar a convenção para depois do fim de prazo de filiação possa impedir a filiação de candidatos. Mas isso tampouco foi decidido, até porque a executiva não pode deliberar sobre isso, só o diretório”, disse.

Rodrigo Maia está com o mandato prorrogado até dezembro de 2011. A nota não trata de antecipação das eleições. Informa que se decidiu “por unanimidade discutir um plano interno de ação para o fortalecimento da legenda com vistas às eleições municipais de 2012 e gerais de 2014”.

Entretanto, durante a reunião de hoje, Bornhausen pediu a convocação de novas eleições e deliberou-se que no dia 8 os líderes do partido Paulo Bornhausen (Câmara) e José Agripino Maia (Senado), vão criar plano de ação e definir as datas.

Maia, que não foi ao encontro sob a alegação de que vai esta noite para Washington D.C., nos Estados Unidos, afirmou não acreditar que seja alvo de um eventual golpe para sair do cargo. “Se fosse golpe, eles teriam aprovado a realização das eleições. O que foi aprovado foi exatamente o que eu tinha combinado com Bornhausen”, declarou.

De acordo com o presidente do DEM, a questão essencial discutida na executiva foi a questão da fusão com o PMDB, que vinha sendo aventada por alguns integrantes do partido, como o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.

“Extirpamos a fusão. Não adianta pensar no futuro se o carro vai sair de linha. Ninguém compra um carro que vai sair de linha. Enquanto esse assunto não sair da imprensa, não tem futuro, e hoje foi descartada unanimemente a fusão”, afirmou. “Nossa tese foi vitoriosa. Alguns que queriam acabar com o DEM há três dias mudaram de ideia hoje.”

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