Rio de Janeiro paga R$ 20 milhões por área de doador de prefeito

Grupo que vendeu terreno para prefeitura fez doações para campanha de Eduardo Paes nos valores de R$ 200 mil e R$ 45 mil

AE |

selo

A Prefeitura do Rio de Janeiro pagou R$ 19,9 milhões para comprar o terreno de uma empresa de propriedade de dois doadores da campanha de 2008 do prefeito Eduardo Paes (PMDB). O imóvel será usado para o reassentamento da favela Vila Autódromo, na zona oeste, que dará lugar a instalações para os Jogos Olímpicos de 2016.

Leia também: PSB confirma apoio à reeleição de Eduardo Paes a prefeito do Rio

Agência O Globo
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes faz o percurso de casa ao trabalho de bicicleta e ônibus, no Dia Mundial Sem Carro, em 22 de setembro

Proprietária do imóvel, a Tibouchina Empreendimentos pertence à Rossi Residencial e à PDG Realty. As duas empresas fizeram doações à campanha de Paes. A Rossi contribuiu com R$ 200 mil - o que corresponde a 20% do total que a construtora distribuiu nas últimas eleições municipais. A PDG fez pelo menos nove doações ao prefeito, no valor total de R$ 45 mil, por meio de empresas controladas por ela. A campanha de Paes arrecadou R$ 11,4 milhões.

A Rossi também investiu na campanha do chefe de gabinete de Paes, o vereador licenciado Luiz Antonio Guaraná (PMDB). Foram R$ 60 mil. A Rossi doou ainda recursos para 20 candidatos em 14 municípios em 2008. Paes e Guaraná foram os únicos candidatos a receber contribuições no Rio.

Por notas, a Prefeitura, a Rossi e a PDG negaram qualquer irregularidade e informaram que o terreno foi negociado abaixo do preço de mercado.

Negócios valorizados

Além da venda do imóvel, a Rossi e a PDG vão se beneficiar com a remoção da favela. Três empreendimentos das empresas (dois da Rossi e um da PDG) são vizinhos à Vila Autódromo e deverão se valorizar após a remoção dos barracos.

O empreendimento da PDG, já construído, fica a 1,5 quilômetro da favela, e tem apartamentos de até três quartos com preços a partir de R$ 300 mil. Outro condomínio, a 900 metros, será entregue em 2013.

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, e seu chefe de gabinete, Luiz Antonio Guaraná, argumentam que a escolha do terreno se baseou em critérios técnicos. Em nota emitida pela assessoria de imprensa da prefeitura, ambos negam favorecimento a seus doadores de campanha. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

    Leia tudo sobre: Rio de JaneiroEduardo PaesEleiçõesdoador

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG