Renan promete discutir exceção à regra de reajuste do mínimo

Líder do PMDB no Senado reuniu-se com centrais sindicais e reafirmou compromisso da bancada de votar do mínimo de R$ 545

Agência Estado |

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Na reunião com representantes das centrais sindicais, o líder do PMDB, senador Renan Calheiros (AL), reafirmou o compromisso da bancada de votar favoravelmente ao projeto do governo que fixa o salário mínimo em R$ 545. No entanto, ele prometeu abrir o debate sobre a aplicação da regra de reajuste do mínimo nos períodos de desaceleração da economia.

AE
Reunião da bancada do PMDB antes da votação do mínimo no Senado
Renan ponderou aos sindicalistas, liderados pelo deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da Força Sindical, que a fórmula de reajuste em vigor deve ser mantida porque garantiu nos últimos anos a valorização do mínimo. A regra aumenta o salário considerando a inflação do ano anterior mais o Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos atrás.

No entanto, os sindicalistas reivindicaram a criação de uma regra de excepcionalidade, para os anos em que não houver crescimento da economia. A categoria reivindicava um aumento superior porque não houve crescimento do PIB em 2009, devido à crise mundial. Renan prometeu lançar um debate sobre a questão.

Em seguida, Renan reuniu a bancada de 19 senadores para articular a votação do projeto governista, programada para as 16 horas. "O PMDB sempre colabora com pelo menos 80% dos votos da bancada", reafirmou o líder peemedebista. Até o momento, o PMDB contabiliza três dissidentes: Roberto Requião (PR), Luiz Henrique (SC) e Casildo Maldaner (SC). Renan tenta persuadi-los a votar a favor do governo.

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