Bom humor e críticas aos juros marcaram trajetória de Alencar

Relembre algumas frases que marcaram a vida do ex-vice-presidente, que morreu nesta terça-feira vítima de um câncer

iG São Paulo | 29/03/2011 15:48

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O ex-vice-presidente José Alencar, que morreu nesta terça-feira depois de lutar por mais dez anos contra o câncer, era conhecido pelo bom-humor e pelas críticas descontraídas ao governo. Destacaram-se ao longo de sua trajetória as brincadeiras com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, principalmente na hora de criticar a política de juros praticada pelo governo federal. Relembre algumas das frases de Alencar.
 

Se eu morrer agora vou morrer feliz. A situação não poderia estar melhor para mim. O Brasil inteiro está rezando por mim. Não tem como melhorar”

Governo e vida pública

"Tenho consciência de que só sou vice-presidente graças a Lula. As pessoas não votam no vice, votam no candidato a presidente. Procurei não atrapalhar nas duas campanhas, e acho que não atrapalhei."

"Os discursos devem ser como vestido de mulher. Não devem ser nem tão curtos que nos escandalizem, nem tão longos que nos entristeçam."

"Nós, brasileiros, às vezes somos muito tranquilos. Nós dominamos a tecnologia da energia nuclear, mas ninguém aqui tem uma iniciativa para avançar nisso. Temos que avançar nisso aí."

"O partido (PT) não me aceitava, porque eu era empresário."

"Nós precisamos acordar e defender nossos laranjais. Não somos contra a Alca, mas é preciso que seja de fato uma área de livre comércio, não um arremedo de liberdade comercial."

"A vida pública é uma doação"

"Eu fiz parte desse governo, mas o Brasil vai bem graças à dedicação extraordinária do presidente Lula."

"Não posso ser omisso. Do contrário, como eu vou fazer a barba de manhã e olhar para a minha cara?"

“Não, esse negócio de empresário de sucesso não me dá nenhuma autoridade. Tenho muitos patrões. Tenho 175 milhões de patrões, devo satisfação a esses patrões. Esse negócio de empresário não quer dizer nada.”

Juros

“Os juros cobrados no cheque especial são quase um assalto.”

"A situação da economia brasileira vai muito bem, apesar dos juros básicos, que são muito altos. O sistema de juros tem que mudar, porque as atividades não conseguem remunerar o custo de capital no Brasil. Enquanto isso não acontece, é claro que o crescimento fica prejudicado."

"A tese de que os juros elevados são um instrumento para controle da inflação é verdadeira. No entanto, assim como os bons remédios, é preciso que sejam aplicados depois de um diagnóstico correto e seguro."

Câncer

“Não estou entregue. Estou entregue a quem sempre estive: às mãos de Deus.”

“Assim como vocês (jornalistas) eu também não sei o que é a morte. Então, eu não tenho medo da morte. Tenho medo da desonra.”

“Não. Não tenho medo de morrer. De forma alguma. Mesmo porque, se Deus quiser me levar, Ele não precisa do câncer. Tenho medo é da desonra."

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