Reforma dos apartamentos do Senado custará quase R$ 1 milhão

iG teve acesso ao projeto básico que prevê obras em 11 imóveis funcionais, mas que só será analisado na próxima legislatura

Fred Raposo, iG Brasília |

Sem previsão para ser iniciada, a reforma dos onze apartamentos funcionais do Senado foi orçada em R$ 990 mil. A estimativa foi detalhada em um projeto básico, elaborado por técnicos da Casa, ao qual o iG teve acesso.

O relatório prevê que sete dos 11 apartamentos passem por uma “reforma geral”. São os que receberão as obras mais caras, que chegam a custar até R$ 110 mil. A reforma inclui, entre outros pontos, troca de tubulação de água e esgoto e de instalações elétricas, além da quebra de paredes, retirada de pisos e louças e a instalação de um boiler elétrico para o chuveiro.

Os outros quatro imóveis passarão por uma “reforma parcial”. São residências consideradas em melhor estado, onde não será preciso mexer nos sistemas elétricos e hidráulicos. Mas necessitam de obras de acabamento em pisos e paredes, além de reforma em armários e troca de azulejos.

Os imóveis, da chamada “reserva de contingência”, foram disponibilizados pelo Senado para atender a demanda dos parlamentares que tomam posse em 2 de fevereiro. A exceção da lista é o apartamento do senador Mário Couto (PSDB-PA), cujo mandato vai até 2015.

O iG não teve autorização do Senado para visitar os apartamentos. Porém, Iaci Hernandes, chefe de gabinete do deputado Armando Monteiro (PTB-PE), que na próxima legislatura ocupará vaga no Senado, descreveu à reportagem o estado do apartamento que reservou para o parlamentar, recentemente reformado.

O imóvel também fez parte da “reserva de contingência”, porém teve o sistema hidráulico reparado. Ela conta que fez a reserva três dias depois da realização do primeiro turno. “O apartamento não estava 100%, mas a preocupação era garantir a vaga e entregar logo o imóvel da Câmara”, explica Iaci.

Segundo a chefe de gabinete, o imóvel o “trabalho foi mal terminado”. “Os sanitários não foram trocados. Devia ter piso de madeira, mas, como estava desgastado, colocaram um de fórmica. Também faltava cerâmica na cozinha. Vamos pedir uma nova reforma”, afirma.

Desgaste político

O levantamento dos problemas dos apartamentos começou a ser feito em 2009, pela Terceira Secretaria, responsável por supervisionar o sistema habitacional do Senado. No entanto, o projeto que detalha a reforma dos imóveis foi entregue à Primeira Secretaria, que cuida da licitação e contratações do Senado, no último 16 de dezembro.

O iG apurou que a decisão de adiar a licitação das obras para a próxima Mesa Diretora teve como objetivo evitar desgaste político na reta final da atual legislatura. No total, o Senado dispõe de 72 residências funcionais, que têm despesas de condomínio e manutenção pagas, localizados na Asa Sul, em área nobre de Brasília.

Porém, quase metade dos parlamentares da próxima legislatura não terá, de início, acesso aos imóveis. Para 2011, O custo com auxílio-moradia – concedido aos parlamentares que não conseguem vaga nos imóveis– é estimado em R$ 1,7 milhão.

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