Reforma administrativa no Senado enxugará 2.200 cargos

Relatório elaborado pela FGV, ao qual o iG teve acesso, prevê redução de funções comissionadas e de chefias de diretorias

Fred Raposo, iG Brasília |

O relatório que servirá de base para a reforma administrativa do Senado prevê o enxugamento de cerca de 2.200 cargos comissionados. O iG teve acesso ao documento, previsto ser entregue à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) nesta terça-feira.

A medida atinge principalmente funções comissionadas de servidores efetivos. Entre os carreiristas que ocupam cargos conhecidos como de "estrutura" - que abrange desde assistentes técnicos a chefes de gabientes -, o corte será de cerca de 45%: passarão de 1.600 para 900.

O iG apurou que a tesoura praticamente elimina as chamadas funções comissionadas vinculadas a exercício ou a produtividade - como médicos, jornalistas, analistas de informática e policiais legislativos. Para estas categorias, o corte, segundo o documento, será de aproximadamente 1.500 cargos.

O enxugamento nas funções comissionadas afetará ainda os chefes de secretarias e diretorias, cujo número deve baixar de 39 para 11. O benefício para a categoria varia hoje entre R$ 2 mil e R$ 5 mil.

O documento tem cerca de 150 páginas. Sua apresentação ocorre em momento que a Casa discute o novo plano de carreiras, o que rachou as categorias . Este é o segundo estudo realizado pela FGV.

O anterior foi apresentado no fim do ano passado, em meio a acusações de irregularidades administrativas. Na ocasião, a Casa apresentou números que divergiam do relatório da fundação e o projeto acabou adiado. Cada um dos contratos com a FGV custou R$ 250 mil.

Elaborado a partir de estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), será entregue à CCJ pelo senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), relator da subcomissão responsável pela reforma da Casa. A previsão é que o documento seja votado até o fim do mês, embora só deva entrar em vigor em 2011.

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