Reajuste de secretários em SP custará R$ 2,3 milhões

Pela proposta, vencimentos de auxiliares de Kassab saltariam de R$ 5.504,35 para R$ 19.294,10

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O projeto apresentado à Câmara para reajustar vencimentos do prefeito de São Paulo e dos seus principais assessores vai implicar aumento real de salário para 20 dos 27 secretários e gasto extra para os cofres públicos de R$ 2,3 milhões ao ano. O número contraria o discurso de Gilberto Kassab (sem partido), que havia dito que tudo ficaria "como está", só oficializando vencimentos. Hoje, 15 secretários já ganham mais do que o prefeito. A prefeitura não se pronunciou.

Pela proposta, os vencimentos dos secretários municipais saltariam de R$ 5.504,35 para R$ 19.294,10 - um aumento de quatro vezes de uma só tacada. Anteontem, Kassab negou que o aumento teria impacto nos cofres públicos. A explicação era de que, hoje, o salário dos secretários já é complementado pelos jetons (remunerações extras por reuniões) que cada um recebe nos conselhos das empresas municipais - cada cargo acumulado rende R$ 6 mil a mais por mês. "Os secretários vão continuar tendo o mesmo vencimento", disse. Segundo ele, os secretários também ficariam nos conselhos, sem remuneração.

Entretanto, apenas 14 dos 27 secretários participam de conselhos. Os outros 13 cargos, portanto, terão aumento integral de R$ 13,7 mil. Além disso, só 7 dos que recebem jetons têm salário acima dos R$ 19,2 mil - todos os outros ganham menos que isso, o que significa que também poderão ter aumento real nos vencimentos. No total, são gastos hoje R$ 2,1 milhões por ano de jetons com secretários. Já a despesa anual prevista com o aumento dos salários em cada um dos 27 cargos seria de R$ 4,8 milhões - mais de duas vezes o que é gasto hoje com os conselhos, sem contar com o 13.º salário. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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