PV se reúne com Alckmin na sexta para apresentar propostas

Partido Verde deve apresentar documento com 21 itens de sustentabilidade para formalizar aliança com tucanos

Rodrigo Rodrigues, iG São Paulo |

O PV de São Paulo confirmou para sexta-feira o encontro entre as principais lideranças do partido e o governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin, para discutir a participação do partido no futuro governo. O encontro contará com a participação de todos os deputados federais e estaduais eleitos pela legenda em São Paulo e deve apresentar um documento com vinte e um itens para formalização da aliança.

A estratégia é semelhante à usada pelo PV Nacional durante o segundo turno da eleição presidencial, onde Marina Silva condicionou as conversas de apoio a Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) mediante a adesão aos pontos apresentados pela sigla.

A ideia do PV de São Paulo é usar a plataforma construída para a candidatura de Fabio Feldmann ao governo para negociar qualquer acordo com os tucanos. Feldmann foi filiado ao PSDB até 2005 e foi o candidato de oposição menos crítico ao atual governo durante a campanha.

Os verdes querem arrancar compromissos claros de Geraldo Alckmin em relação à economia criativa, sustentabilidade, transporte, construção de parques e despoluição de rios, além de obras de infraestrutura para a Copa de 2014 que se ajustem às causas ambientais.

O documento chamado inicialmente de “Agenda para uma São Paulo do século 21” será a base para que o PV negocie qualquer cargo dentro do governo Alckmin. Embora tucanos e verdes neguem em público qualquer conversa sobre cargos, nos bastidores já se fala na possibilidade do PV ocupar duas pastas do governo Alckmin: Meio Ambiente e Esporte. Um dos mais cotados para assumir a cadeira do Meio Ambiente é o próprio Fabio Feldmann, que já foi deputado federal do PSDB e também foi ex-secretaria de Meio Ambiente do governo de Covas e Alckmin.

Com a terceira maior bancada de deputados da Assembleia Legislativa de São Paulo, o apoio do PV é considerado fundamental pelos tucanos para formação de uma base de apoio sólida, capaz de aprovar projetos de interesse do executivo e barrar CPIs.

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