Presidente estadual do partido garante que apoio a Dilma não foi em troca de cargos

Durante o segundo turno das eleições presidenciais, o PV da Bahia se manteve oficialmente neutro, mas 12 dos 15 dirigentes estaduais declararam apoio pessoal à candidatura de Dilma Roussef em ocasião que rendeu até mesmo anúncio oficial em evento. Por causa disto, o que se diz nos bastidores políticos da Bahia é que o partido negocia reocupar a Secretaria de Meio Ambiente, que comandava até o período de desincompatibilização deste ano.

O partido, no entanto, negou oficialmente a articulação por meio de seu presidente regional, Ivanílson Gomes. O dirigente disse que o apoio a Dilma foi negociado com Wagner por uma questão ideológica e que em nenhum momento o governador ou os verdes locais conversaram sobre a possibilidade de ceder a pasta de volta ao partido, que este ano lançou Luiz Bassuma candidato ao governo.

“O governador já terá problemas o suficiente para encaixar tantos partidos aliados em seu secretariado e estrutura política de mandato. Como poderia ainda colocar no meio disto um partido que não participou de sua coligação e lançou um adversário ao Governo?”, ponderou Gomes. Para ele, Wagner teria dito que, se o PV baiano quiser algum espaço, o conseguiria apenas no ministério de Dilma, mas não em sua equipe de governo.

Perguntado sobre se aceitaria um convite de retorno ao governo, o presidente verde deixou a possibilidade em aberto. “Se houver o convite, a gente discute. Na verdade, nós da executiva ainda nem sentamos para falar sobre o assunto, mas logicamente, entre o grupo, deve haver quem é a favor e quem é contra o retorno”, explicou. Mesmo assim, ele garante que a executiva do PV baiano ainda não se reuniu para debater sobre isto.

Caso a possibilidade exista, o mais cotado para assumir o cargo é exatamente o ex-secretário Juliano Matos. Ele, além de reunir experiência dos últimos três anos do cargo, teria o apoio do único deputado estadual eleito pelo PV este ano, Eures Ribeiro. Concorreria com Matos ao cargo o deputado federal Edson Duarte, que não conseguiu se eleger ao Senado.

Este, por outro lado, é persona non grata no governo uma vez que, durante seu mandato, tentou barrar o projeto do Porto Sul em Ilhéus, uma das iniciativas estruturantes mais importantes da gestão Wagner atualmente. Por outro lado, Duarte conseguiu 212 mil votos nas eleições.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.