PV diz que não negocia secretaria com Jaques Wagner

Presidente estadual do partido garante que apoio a Dilma não foi em troca de cargos

Lucas Esteves, iG Bahia |

Durante o segundo turno das eleições presidenciais, o PV da Bahia se manteve oficialmente neutro, mas 12 dos 15 dirigentes estaduais declararam apoio pessoal à candidatura de Dilma Roussef em ocasião que rendeu até mesmo anúncio oficial em evento. Por causa disto, o que se diz nos bastidores políticos da Bahia é que o partido negocia reocupar a Secretaria de Meio Ambiente, que comandava até o período de desincompatibilização deste ano.

O partido, no entanto, negou oficialmente a articulação por meio de seu presidente regional, Ivanílson Gomes. O dirigente disse que o apoio a Dilma foi negociado com Wagner por uma questão ideológica e que em nenhum momento o governador ou os verdes locais conversaram sobre a possibilidade de ceder a pasta de volta ao partido, que este ano lançou Luiz Bassuma candidato ao governo.

“O governador já terá problemas o suficiente para encaixar tantos partidos aliados em seu secretariado e estrutura política de mandato. Como poderia ainda colocar no meio disto um partido que não participou de sua coligação e lançou um adversário ao Governo?”, ponderou Gomes. Para ele, Wagner teria dito que, se o PV baiano quiser algum espaço, o conseguiria apenas no ministério de Dilma, mas não em sua equipe de governo.

Perguntado sobre se aceitaria um convite de retorno ao governo, o presidente verde deixou a possibilidade em aberto. “Se houver o convite, a gente discute. Na verdade, nós da executiva ainda nem sentamos para falar sobre o assunto, mas logicamente, entre o grupo, deve haver quem é a favor e quem é contra o retorno”, explicou. Mesmo assim, ele garante que a executiva do PV baiano ainda não se reuniu para debater sobre isto.

Caso a possibilidade exista, o mais cotado para assumir o cargo é exatamente o ex-secretário Juliano Matos. Ele, além de reunir experiência dos últimos três anos do cargo, teria o apoio do único deputado estadual eleito pelo PV este ano, Eures Ribeiro. Concorreria com Matos ao cargo o deputado federal Edson Duarte, que não conseguiu se eleger ao Senado.

Este, por outro lado, é persona non grata no governo uma vez que, durante seu mandato, tentou barrar o projeto do Porto Sul em Ilhéus, uma das iniciativas estruturantes mais importantes da gestão Wagner atualmente. Por outro lado, Duarte conseguiu 212 mil votos nas eleições.

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