PT questiona Haddad sobre saída do ministério

"Não existe pressão mas quando escolhemos o candidato um ano antes da eleição foi justamente para isso", diz presidente municipal

Ricardo Galhardo, iG São Paulo |

Uma semana depois de ser confirmado como pré-candidato do PT à prefeitura de São Paulo, o ministro da Educação, Fernando Haddad , será questionado nesta sexta-feira, pela executiva municipal do partido, sobre quando pretende se desvincular do governo para entrar de vez na disputa eleitoral.

Leia também: PT lança 'estratégia Haddad' pelo País

AE
Haddad é cumprimentado por Zarattini e Tatto no último dia 11 de novembro

“Precisamos nos organizar e montar uma estratégia a partir disso. Enquanto ele continuar no ministério teremos sábados e domingos. Quando ele sair teremos todos os dias. Sabemos que existe uma lógica de governo a ser seguida e ele tem que respeitar isso. Não existe pressão mas quando escolhemos o candidato um ano antes da eleição foi justamente para isso”, disse o vereador Antonio Donato, presidente do diretório municipal do PT.

No sábado o diretório municipal realizará uma reunião ampliada para dar início à pré-campanha de Haddad. Além dos 60 integrantes do diretório, foram convidados os 36 presidentes de diretórios zonais da Capital, toda a bancada de deputados federais, estaduais, vereadores e senadores.

“O objetivo é homologar a candidatura, já que não teremos prévias, e dar uma demonstração de unidade do partido em torno do nome do Haddad”, disse Donato.

Além disso, o encontro vai sinalizar o protagonismo do PT municipal nesta fase da disputa. “O Haddad já disse para a gente que a partir de agora a campanha está com o PT”, disse o dirigente.

Integrantes do diretório municipal e do grupo que apoiou na primeira hora o nome do ministro travavam uma disputa interna pela coordenação da campanha.

“Lá na frente, quando a campanha começar pra valer, precisaremos de uma coordenação mais ágil. Por enquanto as decisões podem envolver mais gente. A idéia é incluir a direção nacional e estadual e não deixar ninguém de fora, mas temos bastante tempo para resolver isso sem pressa”, afirmou Donato.

O interesse do PT na desvinculação de Haddad do ministério vem da necessidade diagnosticada pelo partido de tornar o ministro mais conhecido na cidade. Para isso, é preciso tempo para agendas políticas.

“Para ele se tornar conhecido precisamos de fatos políticos. E além disso, precisamos intensificar a relação dele não só com a militância mas também com a cidade, visitar os bairros etc.”, disse o presidente municipal do PT.

Em entrevistas, o ministro tem dito que a decisão sobre sua saída antecipada ou não do ministério cabe à presidenta Dilma Rousseff .

    Leia tudo sobre: Fernando HaddadPTEleições 2012

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG