PT quer dar 'banho de São Paulo' em Haddad

Pré-candidato à Prefeitura de São Paulo vai 'mergulhar' nos problemas da cidade e deve participar de caravanas pelos bairros

Ricardo Galhardo, iG São Paulo |

AE
Fernando Haddad
Assim que deixar o Ministério da Educação, na segunda quinzena de janeiro , o pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, será submetido a uma imersão nos problemas da cidade.

“A ideia é dar um banho de São Paulo no Haddad”, disse um dirigente petista. “Ele conhece a cidade, foi secretário adjunto de Finanças da Marta (Suplicy), mas precisa aperfeiçoar os conhecimentos sobre as demandas de cada região e sair um pouco da pauta da educação para se apropriar dos temas da cidade”, completou.

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Para isso, o PT prepara uma espécie de reedição das caravanas feitas com os demais pré-candidatos nos 36 diretórios zonais da capital antes da definição do nome do ministro da Educação. Nestes eventos Haddad vai ouvir as demandas de cada bairro, conhecer as lideranças locais e começar a colher propostas para o programa de governo.

Além disso, o PT pretende transformar as caravanas em “fatos políticos” que garantam a permanência do pré-candidato no noticiário e ajudem Haddad a se tornar mais conhecido do eleitorado.

Reunidos na manhã deste sábado na sede do diretório municipal do partido, os integrantes do conselho político da pré-campanha de Haddad fizeram uma longa avaliação do quadro eleitoral.

Foi apresentado um histórico sobre o desempenho dos candidatos do PT em cada fase das disputas eleitorais nos últimos 20 anos em São Paulo e a conclusão foi que muitas vezes o partido largou bem mas perdeu na reta final. O caso de Haddad, que aparece com no máximo 4% das intenções de voto na última pesquisa Datafolha, é o contrário.

Além disso, integrantes do grupo de Haddad avaliam que o alto índice de rejeição de José Serra na pesquisa (35%) afasta o ex-governador da disputa. Com isso, o quadro mais provável é que o PSDB e o PSD do prefeito Gilberto Kassab entrem divididos na disputa.

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“Tanto o PSDB quanto o Kassab tem dado sinais de que estão mesmo dispostos a ter candidato. O único que conseguiria uma união seria o Serra mas com 35% de rejeição o risco para ele é muito grande”, disse um petista.

As conversas com outros partidos da base do governo Dilma Rousseff para composição do arco de alianças ficará a cargo das instâncias partidárias, a partir da segunda quinzena de janeiro.

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