PT paulista põe freio em tentativa de aproximação com Kassab

Movimentação do prefeito de São Paulo foi tema de conversas no Palácio do Planalto nesta semana

Ricardo Galhardo, iG São Paulo |

O Diretório Estadual do PT de São Paulo bloqueou no último sábado uma tentativa de setores do partido de formalizar uma aproximação com o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM). O grupo liderado pelo vereador João Antonio chegou a redigir uma emenda sobre o assunto à resolução política tirada do encontro.

Diego Apolinário/Futura Press
Kassab ainda é alvo de desconfiança no PT paulista
O texto dizia que “a derrota eleitoral de ( José ) Serra provocou uma mudança no cenário paulista... os próprios tucanos estão divididos entre serristas e alckmistas... Kassab surgiu como uma alternativa aos tucanos... esta alternativa não pode ser desprezada e o desejo de aproximação da base do governo Dilma ( Rousseff ) é positivo”.

Eleito com o apoio de Serra, de quem foi vice, Kassab tem estimulado boatos nas últimas semanas sobre a possibilidade de deixar o DEM rumo a um partido da base governista como PMDB ou PSB, ou ainda fundar um novo partido, o PDB (Partido da Democracia Brasileira) com dissidentes do DEM e do PSDB.

Desde então, partidos governistas como PMDB, PSB e PC do B e setores do PT têm se aproximado do prefeito.No entanto, setores majoritários do PT ainda desconfiam que Kassab esteja, na verdade, fazendo o jogo de Serra e defendem mais cautela em relação ao prefeito.

A movimentação de Kassab foi tema de conversas no Palácio do Planalto nos últimos dias. A ordem é deixar que o prefeito tome a iniciativa e observar de longe seus passos políticos.

Foi com este espírito que o PT paulista abortou, no sábado, a tentativa de incluir o tema Kassab em sua resolução política. A emenda de João Antonio não chegou sequer a ser apresentada formalmente. O vereador admitiu com naturalidade a rejeição à sua proposta.

“Não existe divisão no PT até porque não existe qualquer expectativa quanto a uma aliança com o Kassab. A minha tese é que existe uma convergência de movimentos políticos entre o PT e Kassab e que o PT só vai conseguir a hegemonia em São Paulo se houver uma divisão no campo oposto. O que temos hoje no PT são alguns que acham que Kassab pode somar conosco e outros que acham que não”, disse o vereador.

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