O PSDB teve despesas na ordem de R$ 7 milhões. Já o PMDB, que não tem candidato a presidente da Repoública, gastou R$ 6 milhões

Em 2009 o PT teve “despesas com fins eleitorais” na ordem de R$ 10,5 milhões. A informação consta na prestação de contas entregue pelo partido na última sexta-feira ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Seu principal adversário nas eleições deste ano, o PSDB, gastou R$ 7 milhões com a mesma finalidade. O PMDB, partido que tem a maior bancada no Congresso e lidera em número de prefeituras, gastou R$ 6 milhões. 

Na prestação do PT, sob a rubrica “despesas com fins eleitorais” constam gastos de R$ 4,4 milhões para “propaganda doutrinária e política”, R$ 5,4 milhões na manutenção do Instituto Perseu Abramo, R$ 169 mil para o pagamento de pesquisas eleitorais, R$ 86 mil gastos com seminários, além de outros gastos para a divulgação do partido.

O PSDB, por sua vez, usou R$ 1,5 milhão em campanhas eleitorais, R$ 5 milhões para manter o Instituto Teotônio Vilela, R$ 1,2 milhão em despesas com rádio e televisão, R$ 286 mil com pesquisas eleitorais, entre outros gastos para divulgar a sigla.

O PMDB usou R$ 813 mil com “propaganda doutrinária e política” e R$ 5,2 milhões para a manutenção da Fundação Ulysses Guimarães.

Na prestação de contas também há informações sobre o gasto com pessoal. O PT tem uma despesa quatro vezes maior que a do PSDB no pagamento de seus funcionários. Enquanto a despesa petista foi de R$ 8,4 milhões, a dos tucanos ficou em R$ 1,9 milhão.

De uma forma geral, sob a rubrica “despesas operacionais”, o PT diz ter gasto R$ 37,9 milhões para manter sua estrutura partidária funcionando em 2009. Do montante, R$ 19,3 milhões vieram do Fundo Partidário, outros R$ 18,5 milhões são provenientes de doações e contribuições recebidas pelo partido.

O PSDB, por sua vez, teve despesas operacionais na ordem de R$ 24,8 milhões em 2009. Pagou a conta usando R$ 21,7 milhões do Fundo Partidário e a maior parte do restante com recursos oriundos de doações e contribuições ao partido.

O PMDB, por fim, teve despesas globais na ordem de R$ 27 milhões para manter sua estrutura em 2009. Pagou a fatura com recursos do Fundo Partidário (R$ 26,3 milhões) e o restante com a contribuição de seus parlamentares.

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