PT e PMDB dividirão comando da CPI do caso Cachoeira

'Esperamos que não seja uma CPI chapa branca', afirmou ACM Neto (DEM-BA), que reivindica um dos cargos de comando

AE |

selo

O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), afirmou que a Comissão Parlamentar de Inquérito mista (CPI) para investigar a ligação do empresário de jogos de azar Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com políticos deverá começar a funcionar no meio da próxima semana.

Leia também: Chefe de gabinete do governador do DF entrega cargo

Goiás: Caso Cachoeira gera instabilidade política no Estado

AE
CPI vai investigar relação de Cachoeira, preso desde fevereiro, com políticos

O PMDB e o PT, os dois maiores partidos, vão dividir os principais postos da comissão, informam os articuladores das duas legendas. Mais de 24 horas depois de anunciado o acordo para a criação da CPI, os líderes partidários ainda discutem o texto do requerimento.

"Deve ser o mais amplo e enxuto possível. O requerimento da CPI deverá prever a investigação de todos os fatos revelados pela operação Monte Carlo e suas conexões com o setor público e o setor privado", defendeu o líder do PSDB, Bruno Araújo (PE). O tucano e o líder do DEM, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (BA), reivindicam um dos cargos de comando da CPI para a oposição. A comissão, no entanto, deverá ser presidida por um senador peemedebista e um deputado petista deverá ser o relator.

"Esperamos que não seja uma CPI chapa branca", afirmou ACM Neto. Os dois líderes consideram que a composição da comissão será uma demonstração do que o governo pretende fazer com a CPI. "Se a oposição não ocupar um dos cargos, mostrará que o governo quer proteger os seus", disse ACM Neto. Ele afirmou, no entanto, que a oposição participará da CPI com ou sem cargos de comando.

De acordo com o inquérito da PF, Cachoeira teria ligações com parlamentares como os deputados Carlos Leréia (PSDB-GO) e Sandes Júnior (PP-GO) e o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), que aparecem nos grampos telefônicos da Polícia Federal, obtidos com autorização da Justiça. Demóstenes já é alvo de processo por quebra de decoro no Conselho de Ética do Senado.

Grampos da Operação Monte Carlo mostram ainda que o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), teria pedido um encontro com o contraventor, informa nesta quarta-feira (11) o jornal O Estado de S. Paulo. Agnelo nega envolvimento no caso, mas ontem o chefe de gabinete do governador, Cláudio Monteiro, pediu demissão após o Jornal Nacional, da TV Globo, mostrar gravações em que ele é citado na conversa de dois supostos integrantes do grupo de Cachoeira.

Outro governador que entrou no noticiário foi Marconi Perillo , de Goiás. Sua ex-chefe de gabinete, Eliane Pinheiro, e o ex-presidente do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), Edivaldo Cardoso, supostamente tinham relações com o empresário de jogos de azar. Já Perillo nega qualquer envolvimento com o bicheiro, admite que já conversou com ele, mas sobre incentivos fiscais.

    Leia tudo sobre: cpicaso cachoeiraoperação monte carlo

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG