PT e PMDB anunciam acordo, mas adiam decisão formal

PT quer adiar para junho decisão sobre candidato dos partidos ao governo dem MG, principal entrave para aliança nacional

Andréia Sadi, iG Brasília, e Ricardo Galhardo, iG São Paulo |

O casamento entre PT e PMDB para a aliança em torno de Dilma Rousseff foi adiado para o mês que vem. Anteriormente marcado para o dia 15 de maio, quando o nome de Michel Temer seria ratificado como vice de Dilma, o evento deve acontecer somente no dia 12 de junho, um dia antes da convenção petista.

O PT, por sua vez, quer adiar para o final de junho a decisão sobre o candidato dos dois partidos ao governo de Minas Gerais, considerado o principal entrave para a formalização da aliança nacional.
Oficialmente, o PMDB diz que precisa de mais tempo para mobilizar as lideranças do partido. Mas, reservadamente, caciques nacionais admitem esticar a corda o máximo possível para garantir que o PT ceda em disputas estaduais.

Em pelo menos cinco Estados o PMDB espera gestos do PT, o que Temer chamou de soluções regionais. Ele admitiu que o partido vai “pouco a pouco” consolidando a aliança nacional na medida em que os impasses estaduais sejam resolvidos. “Vamos ter tempo para examinar problemas como fizemos em Minas Gerais”, disse o presidente da Câmara, após reunião com a cúpula do PT nesta quarta-feira. Emendou: Vamos realizar outros passos nos estados para chegar na convenção com tudo resolvido.

 Os Estados onde PT e PMDB enfrentam impasses são, além de Minas, Maranhão, Ceará, Pará e Rondônia. A ideia é discutir caso a caso, como foi feito hoje em reunião com os pré-candidatos Fernando Pimentel e Hélio Costa. Ambos querem encabeçar a chapa ao governo do Estado, mas o PMDB não abre mão de lançar o ex-ministro na corrida ao Palácio da Liberdade. A tendência é que Costa encabe a chapa e Pimentel dispute o Senado, como quer o presidente Lula.

Apesar da pressão vinda de Brasília, o PT mineiro quer empurrar para o final de junho a definição da chapa em Minas Gerais. O argumento é que Pimentel, vencedor das prévias internas realizadas no último domingo, precisa de tempo para consolidar seu nome. “O pacto é que teremos entre 40 e 50 dias para decidir quem será o candidato. É o prazo necessário para que as pesquisas captem o potencial do Pimentel”, disse o ex-secretário nacional de Direitos Humanos, Nilmário Miranda, uma das principais lideranças do PT mineiro.

Segundo ele, é natural que Helio Costa esteja na frente de Pimentel nas pesquisas devido à indefinição do PT que até o último final de semana ainda se dividia entre Pimentel e o ex-ministro do Combate à Fome, Patrus Ananias. “Até agora tínhamos dois candidatos e todo mundo sabe que quem tem dois candidatos não tem nenhum. O jogo político verdadeiro, real, começa agora para o PT”, disse Nilmário, que apoiou Patrus na disputa interna.

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