PT de São Paulo marca prévias para 27 de novembro

Se não houver acordo em torno de um candidato, filiados vão as urnas para escolher quem vai concorrer à prefeitura

Ricardo Galhardo, iG São Paulo |

Apesar dos esforços do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para evitar a disputa interna e emplacar o ministro da Educação, Fernando Haddad , como candidato de consenso à prefeitura de São Paulo, a executiva municipal do PT já definiu um calendário para a realização de prévias.

Os candidatos terão até o dia 7 de novembro para registrar as candidaturas. Se até lá não houver um acordo os filiados do partido vão às urnas no dia 27 do mesmo mês para decidir quem será o candidato. A decisão contou com o apoiou da executiva nacional do PT.

Além de Haddad, estão na disputa os deputados Jilmar Tatto e Carlos Zaratini e os senadores Marta e Eduardo Suplicy.

“Se até o dia 7 de novembro tivermos mais de um candidato inscrito tenho que fazer a prévia. É uma questão estatutária”, disse o presidente do diretório municipal do PT, Antonio Donato.

Na sexta-feira, o presidente nacional do partido, Rui Falcão, disse que o PT caminha para as prévias em São Paulo.

Em conversas reservadas, os petistas da capital avaliam que a decisão deve forçar tanto Lula quanto Haddad e aumentar o espaço do PT paulistano na pré-campanha do ministro. Atualmente, a coordenação dos passos de Haddad está nas mãos dos prefeitos de São Bernardo, Luiz Marinho; Osasco, Emídio de Souza, e do presidente do diretório estadual, Edinho Silva (que é de Araraquara).

A disputa de espaço entre o “grupo de Lula” e setores do PT paulistano tem dificultado a montagem de uma equipe para Haddad na capital.

“Haddad é um forasteiro no PT de São Paulo. Agora o Lula vai ter que negociar mais e abrir espaço para as lideranças daqui. Caso contrário será derrotado nas prévias”, disse um vereador da capital.

Tanto Zaratini, quanto Tatto tem bases sólidas na militância petista. Marta, que chegou a cogitar abandonar a disputa , ganhou musculatura com a última pesquisa do Datafolha, na qual aparece liderando a preferência do eleitorado em todos os cenários pesquisados.

“Com as prévias Haddad vai precisar de muito mais do que o apoio de Lula para viabilizar a candidatura”, disse um dirigente do PT paulistano.

Segundo cálculos de lideranças do partido, a Mensagem, corrente do ministro, tem apenas 6% do poder no partido. O PT de Lutas e de Massa, de Tatto, tem 24%, Zaratini, cerca de 8%, e o grupo de Marta, formado pelos deputados Candido Vaccarezza, João Antonio e Antonio Mentor, cerca de 12%. Suplicy é considerado o azarão.

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