PT de Minas Gerais mira diretorias do segundo escalão

Órgãos como Funasa, Furnas e Dnit, também cobiçados por PMDB, são considerados estratégicos por petistas no estado

Fred Raposo, iG Brasília |

O PT de Minas Gerais vai entrar na briga por cargos de diretoria no segundo escalão de estatais e autarquias do governo federal. Na mira dos petistas estão a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e Furnas.

O grupo mineiro que reivindica os postos, ligado ao ex-ministro de Desenvolvimento Social e Combate à Fome Patrus Ananias, considera estratégica a ocupação de cargos nas estatais, pela influência que os órgãos têm no estado. “Queremos ocupar espaços no segundo escalão que amplifiquem o partido em Minas”, afirmou o deputado Odair Cunha (PT-MG).

A cobrança por cargos seria uma compensação. O grupo entende que a repartição de cargos contemplou apenas o setor petista ligado ao ex-prefeito de Belo Horizonte e agora ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernando Pimentel.

Um dos postos mais cobiçados pelos mineiros é a presidência da Funasa, cargo da cota peemedebista, pelo qual a disputa entre os dois partidos alavancou a primeira crise no governo Dilma. “A Funasa atende cerca de 90% dos municípios mineiros com menos de 50 mil habitantes”, argumentou Cunha.

Furnas deve ser outro ponto de atrito com o PMDB. A estatal é presidida por Carlos Nadalutti Filho, apadrinhado político do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Já o diretor-geral do Dnit, Luiz Antônio Pagot, ligado ao ex-governador de Mato Grosso e senador eleito, Blairo Maggi (PR), foi confirmado no cargo por Dilma no fim do ano passado.

Motivo da briga entre PT e PMDB, a definição do segundo escalão chegou a ser suspensa pela presidenta Dilma Rousseff até a eleição dos presidentes da Câmara e do Senado, no início de fevereiro. Segundo Cunha, os petistas desejam ainda manter dois vice-presidentes da área de Gestão de Pessoas: Robson Rocha, no Banco do Brasil, e Édilo Valadares, na Caixa Econômica Federal.

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