PT começa a articular 2012 e planeja consultar Marta e Mercadante

Dirigentes do partido falam em definir o nome que disputará a prefeitura paulistana até o segundo semestre deste ano

Ricardo Galhardo, iG São Paulo |

Dirigentes do PT de São Paulo defendem que o partido faça uma consulta ao ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, e à senadora Marta Suplicy sobre os planos de ambos para as eleições municipais de 2012. O PT paulistano quer definir o candidato a prefeito da maior cidade do Brasil ainda no segundo semestre deste ano.

O objetivo é evitar que uma eventual disputa entre Marta e Mercadante atrase o cronograma eleitoral e prejudique o desempenho do partido na disputa do ano que vem. O presidente do Diretório Municipal do PT em São Paulo, vereador Antonio Donato, defendeu a definição ainda neste ano, mas disse que ainda não existe uma posição formal sobre o assunto.

Agência Estado
Marta e Mercadante são hoje apontados no PT como os mais cotados para a eleição de 2012 em São Paulo
“Minha posição pessoal é que seria bom definir o candidato ainda este ano. O atraso na definição da candidatura do Mercadante para o governo em 2010 foi prejudicial. Mas ainda não existe uma decisão partidária nem uma resolução a respeito disso”, afirmou Donato. Ele evitou usar o termo “candidatos naturais” para definir Marta e Mercadante, mas admitiu que os dois continuam sendo os nomes mais fortes na disputa interna.

“Eles são nomes que surgem naturalmente nas pesquisas e é evidente que serão consultados”, disse Donato que, no entanto, negou que a consulta represente um ultimato. “Não vai ter ultimato. Eles serão consultados durante todo o processo, quando o processo for aberto”, disse o vereador. Segundo ele, a ideia é iniciar o encaminhamento depois do Congresso de Diretórios Zonais do PT de São Paulo, marcado para abril.

Cenário

Em conversas internas, dirigentes petistas dizem que Mercadante só não será o candidato do partido à prefeitura se não quiser, já que aceitou ir para o sacrifício na eleição para governador em 2010. Já Marta sofre com o esfacelamento de seu grupo político e com a dificuldade de deixar sua cadeira no Senado para o suplente Antonio Carlos Rodrigues (PR), mas ainda é considerada a segunda na fila. “Se nenhum dos dois quiser aí vira todo mundo japonês”, disse um dirigente petista.

Isso significa que se Marta e Mercadante declinarem, o partido fica aberto para uma novidade. A lista de nomes citados é imensa e vai desde o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, até o líder do PT na Câmara, Paulo Teixeira. Alguns petistas cogitam ainda a possibilidade de o PT apoiar uma eventual candidatura do deputado Gabriel Chalita (PSB-SP).

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