PT avalia recurso contra aliança com DEM em Dourados

Diretório estadual é contra a coligação que pode unir PT de Dourados (MT) a DEM para a disputa da prefeitura da cidade

Agência Estado |

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A decisão do diretório do PT de Dourados (MS) de aprovar ontem a coligação com o DEM para disputar a eleição para prefeito na cidade está sendo contestada por uma ala do diretório estadual. Contrário ao acordo, o grupo encaminhou recurso à Secretaria Nacional de Organização do PT. Segundo a assessoria do Diretório Nacional, o pedido deve ser encaminhado à Executiva Nacional, que dará a palavra final sobre a coligação.

Dos 119 delegados que votaram na convenção municipal do PT, 67 foram favoráveis à coligação e 43 contrários. Nove votaram em branco ou nulo. Com a decisão, o PT de Dourados apoiará a chapa encabeçada pelo ex-vice-governador Murilo Zauith (DEM), e a vice será Dinancy Ranzi (PT), gestora do hospital universitário local. Além dos dois partidos, a coalizão inclui outras 12 siglas. Na disputa, os adversários são Genival Valeretto (PMN) e José Araújo (PSOL).

Apesar da contestação do diretório estadual, a decisão do PT de Dourados tem apoio de grandes caciques do partido no Mato Grosso, como o senador Delcídio Amaral e o deputado federal Vander Loubet. "A maioria aprovou a aliança e já houve um precedente para coligações desse tipo, que é um caso excepcional", disse Loubet. "Com certeza o candidato do DEM é o melhor", completou.

A eleição para prefeito em Dourados será em 6 de fevereiro, para definir o substituto definitivo de Ari Artuzi (PDT), ex-prefeito preso em setembro pela Operação Uragano da Polícia Federal, acusado de desvio de verbas públicas. Artuzi renunciou no início de dezembro. Além do ex-prefeito, foram presos o vice-prefeito, Carlinhos Cantor (PR), e o presidente da Câmara de Vereadores, Sidlei Alves (DEM).

Sem comando, a cidade foi assumida pelo juiz de direito Eduardo Machado Rocha e, em seguida, pela vereadora Délia Razuk (PMDB), única entre os 12 parlamentares da Câmara a não ser indiciada pela PF. Ela segue interinamente no cargo até a eleição do futuro prefeito, que terá um mandato de dois anos.

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