PSDB vai retomar no Senado proposta de R$ 600 para o mínimo

Em resposta à aprovação pela Câmara do projeto de R$ 545 apresentado pelo governo, tucanos preparam emendas para nova votação

Agência Estado |

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O líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias (PR), anunciou hoje a decisão do partido de propor duas emendas ao projeto do salário mínimo, aprovado na noite de ontem pela Câmara. A primeira das emendas é a que fixa em R$ 600 o valor do mínimo, contrapondo os R$ 545 do projeto do governo. Para esta emenda, Dias quer o apoio do DEM que, na Câmara, defendeu o valor de R$ 560.

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Líder do governo no Senado, Álvaro Dias detalhou emendas que serão apresentadas pelo PSDB
A segunda emenda a ser apresentada por Dias é para retirar do projeto a autorização para que a presidenta Dilma Rousseff conceda os reajustes dos próximos anos por decreto. Ele argumenta que este artigo é inconstitucional . "Reajuste do mínimo tem de ser feito por lei", diz.

Dias ainda vai consultar a bancada do partido, mas diz não ver problemas em votar o mínimo já na próxima semana, como defende o líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR).

"Pessoalmente eu não vejo problema. Temos de ser eficientes e estas questões precisam ser resolvidas com rapidez. Votar amanhã ou daqui um mês não muda o resultado".

Na esteira da votação, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), também reforçou as críticas dos oposicionistas ao mecanismo de reajuste do salário mínimo. De acordo com ele, o aumento baseado na inflação do ano anterior mais o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes ocorre de forma defasada.

"Eu acho que esse cálculo precisaria ser mais próximo do retrato atual. Como está, fica muito longe", disse, em visita nesta manhã ao Hospital Maternidade Leonor Mendes de Barros, no Belém, zona leste da capital paulista.

Alckmin defendeu que o crescimento do PIB levado em conta para o reajuste seja sempre o do ano anterior. Ele disse também que o reajuste aprovado pela Câmara dos Deputados ontem poderia ser maior. O governador de São Paulo alegou que a inflação da população de menor renda em 2010 foi maior do que o aumento aprovado, principalmente por causa dos preços dos alimentos. Questionado se votaria, caso fosse deputado, a favor de uma proposta de reajuste para R$ 560 ou R$ 600, Alckmin esquivou-se: "Isso é um tema do Congresso Nacional."

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