PSDB quer usar CPI para ressuscitar 1º escândalo do governo Lula

Tucanos querem que investigação chegue a Waldomiro Diniz. 'Acho que vamos viver um remake', diz líder tucano

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O líder do PSDB na Câmara, Bruno Araújo (PE), afirmou nesta quinta-feira (12) que a oposição pretende ressuscitar o caso Waldomiro Diniz na CPI mista que deve ser instalada na próxima semana para investigar as relações do bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com políticos e empresas. Waldomiro foi o responsável pelo primeiro escândalo de corrupção no governo Lula.

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A crise foi aberta pela divulgação de uma gravação em que o então subchefe da Casa Civil para Assuntos Parlamentares negocia com Cachoeira o recebimento de dinheiro do jogo do bicho. Waldomiro era homem de confiança do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e deixou o cargo após as denúncias. 

Questionado pela Agência Estado sobre se, passados oito anos do caso, ainda há o que investigar, o líder tucano respondeu: "Quem achava que Cachoeira ainda teria? Tudo começou com Cachoeira. Passados oito anos, nós estamos de volta com Cachoeira. Acho que vamos viver um remake, um vale a pena ver de novo de nomes que o Brasil já conhecia e vão voltar ao cenário." 

Araújo disse que a mais recente versão do texto para criação da comissão parlamentar, apresentada pelo PT esta manhã, agradou a oposição e dá segurança a uma "investigação ampla e abrangente". "Nós temos elementos suficientes e autorização dentro desse texto para permitir uma investigação profunda", afirmou. 

Contudo, o tucano não quis opinar sobre se a comissão poderia se transformar numa CPI do Fim do Mundo, uma alusão ao apelido que recebeu em 2005 a CPI dos Bingos do Senado, diante da diversidade de temas investigados. Aliás, foi a partir do escândalo Waldomiro que fez o Senado criar a comissão. 

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O líder do PSDB não acredita que a CPI do Cachoeira pode ser esvaziada por conta das eleições de outubro. "Eu acho que os fatos é que vão dar o tom da investigação", afirmou. Esta tarde, a oposição vai começar a discutir a forma de coleta de assinaturas de deputados e senadores para se criar a comissão parlamentar mista para investigar as relações de Cachoeira com políticos. 

Na Câmara, as assinaturas já tinham sido coletadas para a criação de um CPI só daquela Casa. No entanto, por se tratar de uma CPI Mista, esse processo tem que ser recomeçado. Araújo espera apresentar até terça-feira que vem o pedido de instalação da CPI. Serão necessárias pelo menos 171 assinaturas de deputados e 27 de senadores.

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