PSDB promete criar núcleo sindical nacional ainda este ano

Em evento realizado neste sábado em Belo Horizonte, 93 sindicalistas foram filiados ao partido. Até o próximo mês, outros 150 farão parte da legenda

Denise Motta, iG Minas Gerais |

Denise Motta/iG
Aécio, Anastasia, Sérgio Guerra e Marcus Pestana durante evento do PSDB neste sábado, em Belo Horizonte
O PSDB de Minas Gerais realizou no final da manhã deste sábado a filiação em massa de 93 sindicalistas ao partido, dentro de uma estratégia de se aproximar dos movimentos sociais. O presidente nacional da legenda, deputado federal Sérgio Guerra (PE), esteve na capital mineira para participar do processo de adesão e destacou que ainda neste semestre o PSDB irá criar formalmente um braço sindical no partido.

Segundo ele, há movimentação neste sentido em São Paulo, Acre, Pará e Sergipe, além de Minas.
Guerra destacou que o senador Aécio Neves (MG), nome forte para a disputa presidencial de 2014, e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso estão sintonizados na estratégia de reformular o PSDB dando mais voz aos trabalhadores. Novas secretarias serão criadas e as já existentes serão reformuladas. “A palavra do trabalhador vai prevalecer sobre todas, necessariamente não. Mas o trabalhador vai falar, vai ser ouvido e vai ajudar a decidir. As lideranças sindicais terão capacidade de interferir nas decisões (do PSDB)”, destacou o presidente do PSDB.

Sintonizados no discurso, Guerra e o senador Aécio disseram que a ideia de dar espaço a sindicalistas no partido não contempla a indicação dos novos filiados a cargos políticos no Executivo, pois os tucanos não querem “instrumentalizar” a relação. “Por maior que tenha sido esforço do governo federal para aparelhar o movimento sindical, ele não conseguiu aparelhar todo movimento, mas parte sim”, disse Aécio.

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De acordo com o presidente estadual do PSDB em Minas, deputado federal Marcus Pestana, neste sábado, entre os sindicatos envolvidos nas filiações ao partido estão a Força Sindical, a Nova Central Sindical e a União Geral dos Trabalhadores (UGT). O manifesto de adesão tem duração de 30 dias e novos nomes devem surgir, dentro de uma estratégia de revitalização do PSDB. A expectativa é de que até o próximo mês, aproximadamente 150 sindicalistas se filiem ao PSDB mineiro.

Também presente no evento, o governador Antonio Anastasia (PSDB) esquivou-se de comentar a respeito de discussões no Congresso Nacional sobre conquistas para os trabalhadores, como o fim do fator previdenciário, sob argumento de que os assuntos cabem ao Poder Legislativo.

Críticas ao governo federal

Ao senador Aécio e ao deputado Sérgio Guerra couberam a missão de criticar a gestão da presidenta Dilma Rousseff, envolvendo ainda o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em discurso para cerca de 400 pessoas, segundo os organizadores, Aécio defendeu apuração das denúncias de corrupção no governo Dilma e foi aplaudido sob gritos de “Aécio presidente”.

Aos jornalistas, o senador disse que o governo parece abrir os jornais, como quem escolhe uma carta de baralho para saber quem é o integrante do primeiro escalão denunciado. “O governo hoje acorda todo dia, deve abrir os jornais quase que filando uma carta de baralho para saber quem é o próximo denunciado para, a partir daí, agir. Se ninguém denunciou naquela semana ninguém, para o governo está muito bom. Acho que o governo com oito meses apenas de duração está muito envelhecido. O governo se apequenou”, alfinetou Aécio, emendando que Dilma parece estar incomodada com a visibilidade de Lula. “A mim ele não incomoda. Às vezes incomoda a atual presidente, pela movimentação que ele faz”.

Já o presidente nacional do PSDB disse que Dilma é continuação de Lula. “Quando a Dilma faz uma limpeza em alguns partidos, na verdade, ela está limpando certas salas representativas de gente que ela própria nomeou e antes dela o Lula nomeou e continuou nomeando porque a gente não sabe bem”. Guerra ainda disse que o ministério de Dilma “é ruim demais” e que a limpeza promovida é “desequilibrada”, pois dá tratamento diferenciado aos partidos envolvidos em denúncias de corrupção.

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