PSDB pede informações por escrito a Pimentel

Mesa Diretora vai deliberar se envia ou não pedido de esclarecimentos ao ministro do Desenvolvimento

Reuters |

O líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias (PR), protocolou nesta quinta-feira um requerimento para que o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, explique por escrito suas atividades de consultoria antes de assumir o comando da pasta. A Mesa Diretora da Casa, onde o documento foi protocolado, irá deliberar se enviará ou não o pedido de informações ao ministro, de acordo com a secretaria-geral do Senado.

Saiba mais sobre a crise: Comissão da Câmara derruba convocação de Pimentel

A partir do momento em que receber o pedido de informações, Pimentel terá 30 dias para responder sobre suas atividades empresariais no período entre sua saída da Prefeitura de Belo Horizonte e chegada ao ministério. O requerimento de Dias pede que Pimentel, amigo da presidenta Dilma Rousseff desde os tempos em que combateram o regime militar, envie detalhes dos serviços prestados por sua empresa e cópias das notas fiscais.

Denise Motta/iG
O ministro Fernando Pimentel, alvo de denúncias de suposto tráfico de influência

"O ministro Pimentel não era um consultor qualquer. Era um consultor muito influente no governo, com notória ligação pessoal com a então ministra Dilma Rousseff. Portanto, o presente requerimento visa oferecer ao ministro Pimentel uma oportunidade para que ele esclareça as denúncias de tráfico de influência e de conflito de interesses publicada pela imprensa nos últimos dias", afirma o documento assinado por Dias.

Reportagem publicada pelo jornal O Globo apontou há algumas semanas que Pimentel teria recebido R$ 2 milhões de por consultorias prestadas por sua empresa. Pimentel argumenta que a remuneração que recebeu é menor que a informada pela imprensa e compatível com o que o mercado para executivos de empresas.

O jornal Folha de S.Paulo afirma que uma das empresas que contratou a consultoria do atual ministro manteve contratos com a prefeitura da capital mineira quando Pimentel era prefeito. A oposição tenta, desde a última semana, levar Pimentel ao Congresso para dar explicações, mas quatro requerimentos de convocação ao ministro já foram rejeitados.

Em junho, Antonio Palocci deixou o cargo de ministro-chefe da Casa Civil diante de denúncias na imprensa de suposto tráfico de influência após a divulgação de dados relacionados a sua empresa de consultoria. Na ocasião, ele negou-se a divulgar a relação de clientes para os quais prestou serviços antes de assumir a Casa Civil. Desde o início do governo Dilma, sete ministros já deixaram os cargos, seis deles em meio a denúncias de irregularidades.

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