PSDB negocia permanência de Guerra no comando do partido

Executiva Nacional do PSDB reuniu-se nesta quinta-feira, em Brasília, para tratar de assuntos com sucessão na presidência da sigla

Adriano Ceolin, iG Brasília |

Pólos antagônicos na disputa pelo comando do PSDB, tucanos mineiros e paulistas começam a negociar a manutenção de Sérgio Guerra (PE) como presidente do partido. A Executiva do PSDB reuniu-se nesta quinta-feira em Brasília. O encontro foi marcado por uma série sinais para que Guerra permaneça no comando do partido.

"Todos reconhecemos Guerra como elemento agregados. Isso é consenso", disse o deputado Walter Feldman (PSDB-SP), que é ligado ao ex-governador paulista José Serra, candidato derrotado à Presidência da República.

O senador eleito e ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves também apoia a permanência de Guerra, apesar da pressão dos tucanos mineiros para que ele assuma o comando do partido. Outra opção de Aécio seria Tasso Jereissati (CE), que não foi reeleito. Ele, no entanto, disse que não tem intenção de ocupar o cargo.

Secretário-geral do PSDB, o deputado Rodrigo de Castro (PSDB-MG) não quis dar declarações publicas de apoio a Guerra porque ele também poderá ser reconduzido ao cargo que ocupa na Executiva. No entanto, a interlocutores próximos, defendeu o nome de Guerra.

Único governador eleito pelo PSDB no Nordeste, Teotonio Vilella Filho, que comanda o governo alagoano, confirmou que Guerra foi elogiado no encontro. "Muita gente falou que ele tratou a todos com atenção", disse.

Os tucanos deixaram o encontro de hoje com planos de realizar uma reunião ampliada, com a participação de Serra, Aécio e os governadores eleitos. O objetivo é fazer uma análise da eleição e discutir o futuro do partido. Foi definido um cronograma para a realização de convenções municipais, estaduais e nacional. Elas ocorrerão, respectivamente, em março, abril e maio.

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