PSDB define hoje candidatura de Aloysio ao Senado

Com uma das duas vagas asseguradas a Quércia, tucanos devem anunciar hoje se a outra vaga fica com Aloysio Nunes ou José Aníbal

Nara Alves, iG São Paulo |

O diretório do PSDB em São Paulo se reúne hoje em um hotel no centro da capital paulista para definir o nome que vai concorrer ao Senado pelo partido. Estão no páreo o deputado federal José Aníbal e o ex-secretário da Casa Civil Aloysio Nunes Ferreira, favorito na disputa. O presidente estadual do PSDB, Antonio Carlos Mendes Thame, também estava no páreo, mas retirou seu nome. Cada coligação dispõe de duas vagas ao Senado. A outra vaga da chapa tucana, no entanto, está assegurada a Orestes Quércia (PMDB) num acordo fechado na reeleição do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM).

A intenção do partido é sacramentar Aloysio Nunes antes do anúncio oficial de Geraldo Alckmin como pré-candidato ao governo de São Paulo, em evento programado para o próximo sábado. “A decisão será feita pelos 105 integrantes do Diretório do partido na segunda-feira. O encontro vai oficializar a candidatura de Alckmin, escolher o nome ao Senado e autorizar a realização de uma coligação com o DEM para a vaga de vice de Alckmin, além de confirmar a candidatura ao senado do PMDB”, afirma Mendes Thame.

Para José Aníbal, no entanto, o diretório estadual não pode definir sobre uma candidatura quando existem postulações. “Segundo o estatuto do partido, a instância de decisão é a convenção, ou as prévias”, diz. Caso nenhum dos postulantes abra mão de suas candidaturas, a convenção, que está marcada para junho, poderia ser antecipada, de acordo com o presidente estadual do partido. A estratégia do deputado é forçar a legenda a adiar a decisão para a convenção.

O ex-secretário Aloysio Nunes, que tem o apoio do pré-candidato tucano à presidência, José Serra, calcula ter ao seu lado “22 dos 24 deputados estaduais e todos os federais”. Aníbal contesta a afirmação do rival e diz contar com o apoio de ao menos 2 dos 16 deputados federais tucanos por São Paulo, Carlos Sampaio e Renato Fauvel Amary, além dele próprio. “Vou manter a candidatura porque não tenho razão para não fazê-lo. Eu tenho o dobro das intenções de voto do que o outro postulante e toda a legitimidade”, diz Aníbal.

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