PSD articula adesões em 20 Estados e faz lançamento nacional

Novo partido do prefeito de São Paulo faz evento político em Brasília e já garante espaço nos 4 maiores colégios eleitorais

Adriano Ceolin, iG Brasília |

Presente nos quatro maiores colégios eleitorais, o PSD realiza nesta quarta-feira (13), em Brasília, o seu primeiro evento político com caráter nacional. Nas últimas semanas, o partido capitalizado pelo prefeito paulistano Gilberto Kassab ganhou adesões em todo o País. Em 20 das 27 unidades da Federação já existem conversas avançadas para formação da sigla nos respectivos Estados.

O passo mais importante para a criação do partido foi dado com a definição de coordenadores em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia. Respectivamente, primeiro, segundo, terceiro e quatro maiores colégios eleitorais do País. Dos quatro, só no Rio o PSD ainda não foi lançado. Isso deve ocorrer no mês que vem.

“Fiquei impressionado com a quantidade de pessoas que me ligou e me procurou. Devemos lançar o partido aqui em maio”, afirma o ex-deputado federal Indio da Costa (ex-DEM), coordenador do PSD no Rio de Janeiro. “Como fui candidato a vice-presidente ( na chapa de José Serra , PSDB ), é gente todo o País. Por isso encaminho para algumas pessoas que servem de referenciais nos Estados”, explica.

Em Minas, o partido será coordenado oficialmente pelo empresário Paulo Simão. Ele contará com a ajuda dos deputados Geraldo Thadeu (PPS) e Walter Tosta (PMN), além do ex-deputado Roberto Brant (DEM). Na Bahia, o PSD terá como maior articulador o vice-governador Otto Alencar (PP). Em São Paulo, além de Kassab, o partido tem como coordenador o vice-governador paulista Afif Domingos (DEM).

O iG fez um levantamento parcial nos Estados em que o PSD já tem representantes ou que já possui negociações avançadas. Em apenas sete das 20 unidades da federação não há nenhum político em negociação com Kassab. O Estados são Amapá, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Piauí, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima e Sergipe.

O maior número de adesões ocorreu na semana passada. Até então integrantes do diretório nacional do DEM, o deputado Eduardo Sciarra (PR) e a senadora Kátia Abreu (TO) anunciaram que vão se filiar ao PSD. Os dois deverão ser, respectivamente, coordenadores da nova sigla no Paraná e no Tocantins, onde no último sábado o partido de Kassab foi lançado.

AE
Conversas para formação da sigla de Afif e Kassab já acontecem em 20 das 27 unidades da Federação
Ainda na semana passada, outra adesão importante foi a do vice-governador do Rio Grande do Norte, Robson Faria (PMN). O filho, o deputado federal Fábio Faria, também decidiu deixar o PMN. “Tudo foi conversado com a governadora Rosalba Ciarilini (DEM). E só fizemos uma exigência ao Kassab: não queremos que, no futuro, o PSD seja fundido ao PSB”, afirma o deputado.

No Rio Grande do Norte, o PSB é comandado pela ex-governador Wilma Faria (2003-2010), adversária de Robson e Fábio. Quando Kassab deu início às negociações para a criação do novo partido, ele tinha como objetivo promover, no futuro, a fusão da sigla com o PSB. Como o partido tem aumentado adesões, hoje é grande a chance que não haja a fusão.

O novo presidente nacional do DEM, José Agripino, é senador pelo Rio Grande do Norte. Ele trabalha para evitar uma desfiliação em massa do seu partido . Conseguiu manter até então aliados próximos a Kassab, como o deputado federal Rodrigo Garcia (DEM-RJ). No entanto, perdeu a queda de braço para que Robson e Fábio Faria não ingressasem no PSD. O segundo quer ser candidato a prefeito de Natal.

Questões jurídicas

Alguns políticos ainda são cautelosos em mudar para o PSD por conta de dúvidas jurídicas. Para existir, o partido precisa cumprir um processo que começa com coleta de 500 mil assinaturas. Outro problema é o tempo de TV. Partidos nanicos, sem nenhum deputado na Câmara, têm poucos segundos para a propaganda eleitoral.

Há parlamentares que também têm receio de perder o mandato ou cargos no Congresso. O deputado Manato (PDT-ES) encaminhou um requerimento ao comando da Câmara para saber se perde o posto de suplente da Mesa Diretora caso mude de partido. “Se não tiver segurança disso, provavelmente vou ficar no PDT onde tenho boa relação em nível municipal e federal”, diz.

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