PSD antecipa defesa no Tribunal Superior Eleitoral

Após cumprir os requisitos para ser formalmente criada, sigla tenta derrubar pedidos de impugnação

Agência Brasil |

O PSD antecipou em dois dias a entrega da defesa que rebate as impugnações ao seu pedido de registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O processo começou a tramitar na corte eleitoral no dia 23 de agosto, e as impugnações foram protocoladas na última segunda-feira (29). Os advogados do PSD afirmaram que já sabiam os pontos que seriam contestados e que estavam com a defesa pronta para adiantar o processo. A criação da sigla é liderada pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.

Leia também: PSD consegue registro em nove Estados

AE
O prefeito Gilberto Kassab e o governador Geraldo Alckmin durante na tarde desta quinta (1º) em São Paulo
As impugnações foram apresentadas pelo DEM, PTB e PSPB. Também houve um pedido de impugnação do deputado federal Lúcio Quadros Vieira Lima (PMDB-BA). Em relação ao PTB, que reclama o uso do nome da legenda, que foi incorporada ao partido em 2003, o PSD alegou que, quando há a fusão, a legenda anterior deve ser desconsiderada.

Quanto à reclamação do DEM, sobre fraudes no registro de assinaturas, o partido alega que houve uma armação orquestrada para atrapalhar o processo e que anexou provas nos autos para explicitar o esquema. De acordo com o advogado do PSD, Admar Gonzaga, tentar passar com assinaturas falsas seria algo ilógico. “Se eu sei que o cartório vai fazer conferência, qual o interesse de fazer alguma coisa que não vai passar? Seria a mesma coisa que tentar entrar em um banco com uma arma”, explica Gonzaga.

O advogado também afirmou que já encaminhou ao TSE o registro obtido em vários tribunais regionais eleitorais ao longo dessa semana. De acordo com a legislação, o partido precisa obter registro em pelo menos nove Estados e apresentar cerca de 490 mil assinaturas.  Na tarde desta quinta, conseguiu o registro em nove Estados.

Após a defesa do PSD, o processo foi despachado para a Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE), que tem dez dias para dar seu parecer. Depois, a juíza responsável pelo caso, ministra Nancy Andrigui, tem 30 dias para levar o caso a plenário, mas, nos dois casos, o prazo pode ser maior na prática. Na próxima terça-feira (6), haverá uma audiência entre os advogados do partido e a relatora para tratar sobre o processo.

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