'Provavelmente foi negócio de mulher', diz delegado

Vereador de Franco da Rocha mata a tiros colega de Câmara Municipal; outras duas pessoas ficaram feridas

AE |

selo

O vereador de Franco da Rocha Leozildo Aristaque Barros (PT) matou a tiros seu colega de Câmara Municipal Rodrigo da Cruz França (PV), na tarde de ontem. Segundo a polícia, ambos participavam de uma romaria tradicional da cidade quando se desentenderam e discutiram. Barros sacou uma arma e acertou França, que chegou a ser socorrido, mas morreu no Hospital Regional de Cajamar. Até a manhã deste sábado, Barros estava foragido.

A comitiva, que ia de Franco da Rocha para Pirapora do Bom Jesus, fez uma pausa em Cajamar. A briga aconteceu após o almoço e a PM foi acionada por volta das 15h. Segundo a polícia, havia pelo menos 300 pessoas na romaria quando os disparos foram efetuados.

Apesar de envolver dois vereadores, o delegado Emídio Machado Neto, titular da delegacia seccional de Franco da Rocha, para onde o caso foi encaminhado, descartou a hipótese de crime político. Segundo ele, Barros, conhecido como Léo do PT, e França, conhecido como Rodrigo Federzoni, eram amigos, e o crime aconteceu em um arroubo. "Não tem nada a ver com motivação política. Está descartado. Posso garantir que foi uma bobagem", afirmou. "Coincidiu de ser um vereador com outro vereador. Podia ser jogador de futebol com jogador de futebol."

O delegado disse trabalhar com a hipótese de motivação passional. "Muito provavelmente foi negócio de mulher, mas isso aí nós vamos apurar." De acordo com Machado Neto, para a polícia Barros não é apenas suspeito, mas o autor do crime, porque assim foi identificado por todas as testemunhas que haviam sido ouvidas até o fim da tarde de ontem. Segundo os relatos, ambos eram amigos.

"Todos estão perplexos porque eles eram amigos e andavam juntos", disse Machado Neto, que contou que França levava uma mula na romaria, e Barros, um cavalo. A romaria existe há 68 anos e faz parte do calendário oficial da cidade.

Caso a responsabilidade de Barros pelo crime seja confirmada na investigação policial, ele poderá perder seu mandato. A polícia ainda tem 30 dias para concluir a investigação.

Rodrigo da Cruz França estava em seu terceiro mandato na Câmara Municipal, da qual chegou a ser presidente. O velório estava programado para hoje, na Câmara de Franco da Rocha. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

    Leia tudo sobre: assassinato em franco da rochaptpv

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG